sexta-feira, 7 de novembro de 2008

FOME










- Feridas Abertas -














Josué de Castro nasceu no Recife, no ano de 1908.
Formado em Medicina, dedicou todas as suas energias em prol da construção de um mundo
livre da mais cruel e aviltante calamidade social: a Fome.

Condenou com veemência
a conspiração de silêncio que, na mídia, nas academias, e nos parlamentos, teimava
em não abordar a questão da fome no país.

A inserção da temática da fome no panorama político, científico e moral no Brasil deve-se aos seus incansáveis esforços.

A seu respeito, afirmou Darcy Ribeiro:
“Josué é uma das pessoas que eu mais admiro. Eu digo mesmo que Josué é o homem mais inteligente e mais brilhante que eu conheci..."

Travou a sua batalha pela erradicação da fome desde o começo dos anos 30 até a década de 70,
vindo a falecer em 1973.

Entregou sua existência efêmera de sessenta e cinco anos de vida a uma das causas mais nobres, - a promoção da dignidade humana.
Pela enorme consideração e cuidado que sempre manifestou pelos pobres, o médico pernambucano é lembrado hoje como o profeta dos excluídos.
Em setembro de 2008 comemorou-se o centenário de nascimento de Josué de Castro.

Josué Apolônio de Castro
05.09.1908 – 24.09.1973


Influente médico, professor, sociólogo, escritor, intelectual, humanista, ativista brasileiro, nordestino, humano.

Para marcar o centenário de seu nascimento, o “Jornal do Commercio”, do Recife, veiculou um caderno especial chamado “Feridas Abertas da Fome.”

A reportagem seguiu os caminhos da fome baseando-se em estudos e mapas elaborados, há cinqüenta anos, pelo médico e geógrafo Josué de Castro.

Uma equipe formada pelo fotógrafo Arnaldo Carvalho, pela repórter Ciara Carvalho, e pelo motorista Reginaldo Araújorodou quase dez mil quilômetros, em 15 dias, pelos nove estados do Nordeste do Brasil.







Uma equipe formada pelo fotógrafo Arnaldo Carvalho, pela repórter Ciara Carvalho, e pelo motorista Reginaldo Araújo rodou quase dez mil quilômetros, em 15 dias, pelos nove estados do Nordeste do Brasil.

O que eles testemunharam, - o seu contato com as pessoas “invisíveis” aos olhos da nossa sociedade -, demonstra que ainda temos um longo caminho a percorrer até a realização dos ideais de Josué de Castro.

O fotógrafo Arnaldo Carvalho relata:“Não foi fácil fazer
esse material. Foi muito cansativo tanto psicologicamente quanto fisicamente...” “Cada localidade visitada era um soco no estômago, atrás do outro...”

Veja a seguir fotos da reportagem que a equipe realizou.

Sertão nordestino
Setembro de 2008










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Albertino