Meio Ambiente; Recursos Naturais; Recursos Hidricos; Rio São Francisco; Bacia Hidrografica do Rio São Francisco; Comites de Bacias Hidrograficas; ...
sábado, 18 de junho de 2022
QUEM LEMBRA DA PRAINHA DO RIO PAJEÚ EM AFOGADOS DA INGAZEIRA?
sexta-feira, 13 de maio de 2022
Poluição das águas e contaminação de peixes no Rio São Francisco
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| Pesquisadores durante Expedição Científica no Velho Chico - Foto: Arquivo/Expedição |
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| Expedição Científica no Rio São Francisco. Foto: reprodução |
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| Trecho da cartilha sobre o plástico nos oceanos. Foto: reprodução |
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| Trecho de cartilha sobre as boas práticas de manipulação de pescado. Foto: reprodução |
domingo, 8 de maio de 2022
sábado, 7 de maio de 2022
É calçando ruas e jogando merda para o leito do Rio Pajeú.
“Com a câmera de um drone teríamos a dimensão desse descaso da população e saúde pública do município. Isso não é privilégio de um bairro, é a mais democrática negligência que já vi em uma cidade. Some-se a isso redes de esgotos a céu aberto, falta de tratamento de esgotamento sanitário. É calçando ruas e jogando merda para outros locais, incluindo leito do Rio Pajeú. É a contribuição dos serviços públicos e da população para produzir mais doenças e destruir do meio ambiente”, explicou Nunes.
Riacho do Navio corre pro Pajeú.
Uma viagem poética de Agostinho aos dias atuais.
Por: João Luckwu - Poeta serra-talhadense.
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| Fotos: Celso García/Farol – Max Rodrigues |
A pequena Vila Bela foi erguida às margens da imponente serra que foi cortada a prumo por obra da natureza e que posteriormente deu nome à cidade de Serra Talhada. Assim descreve o poeta Simplício Lira-Pio:
“Escarpas abruptas talham nossa serra
Fragas esculpidas pela natureza
Usando os cinzéis com tanta destreza
Que a mão do escultor, precisa, não erra
Desta cordilheira uma finisterra
Com apoteose de um lado encerrar.
A serra talhada dá nome ao lugar,
Açude e planalto é o borborema,
A nossa caatinga o ecossistema
Nos dez de galope distante do mar”.
Já poeta Ivanildo Salvador expressou dessa forma:
(….)
“Vila, bela serra à sua frente
Vila, bela serra imponente
Serra, bela e majestosa
Com a qual a natureza foi tão generosa”.
A nascente do Rio Pajeú é conhecida como o berço da poesia popular e rio abaixo pela correnteza das águas essa verve chega até nossa cidade aflorando uma reluzente inspiração poética.
Relembrando a infância vivida no rio Pajeú, retrata o poeta Rui Grúdi:
“Fui um menino sapeca
do vale do Pajeú
nas caçadas de peteca
e nas roubadas de caju
Nos meus banhos de costume
subia para o curtume
nadava feito um delfim
nas pedras ralando o couro
aquilo foi um tesouro
Que o tempo roubou de mim”
(….)
No mesmo sentido segue o poeta Jesus Martins:
(….)
“Comecei a recordar
A Serra da minha infância
A talha da natureza
Uma forte correnteza
Carregando eu e tu
E o meu Pajeú que lindo
Menino rindo correndo nu
O rio Pajeú vem vindo
Menino rindo correndo nu”
O poeta João do Serrote Preto foi de uma felicidade ímpar neste sonho:
“Tive um sonho e voltei pro meu torrão
Revivi toda minha adolescência
Fui ao CIST e senti a efervescência
Das tertúlias e bailes de salão
Vi Nogueira dar “Sil” no Batukão
Fui até o curtume tomar banho
Encontrei meninada de rebanho
A correr pela areia em alarido
Acordei e fiquei entristecido
Com saudade em meu peito sem tamanho”
Serra Talhada é a segunda cidade mais importante do Sertão de Pernambuco e o principal município do Sertão do Pajeú, possuindo uma infraestrutura e localização privilegiadas, tornou-se um polo de desenvolvimento nas áreas de comércio, saúde, educação e cultura.
Assim descreveu o poeta Henrique Brandão:
“Um oásis no sertão
Cheio de oportunidades
Assim é Serra Talhada
Com suas diversidades
De cultura exuberante
De um povo cativante
Bonita por natureza
Sua localização
Bem no centro do sertão
É sinônimo de riqueza
No centro de Pernambuco
Aproxima quatro estados
Vizinha da Paraíba
Ceará fica do lado
Próxima também da Bahia
Até a geografia
Abençoou nosso chão
Muito bem localizada
Por isso Serra Talhada
É potência no sertão
Desde a sua criação
Que o comércio predomina
Uma fazenda de gado
Numa área de campina
Se tornou um expoente
Onde o seu povo valente
Tem vocação pro futuro
Terra de um povo brilhante
Que enxerga bem adiante
E investe forte e seguro
Oitocentas mil pessoas
Direta e indiretamente
Consomem algum produto
Ou serviço dessa gente
Nosso comércio é pujante
E em evolução constante
Tem muito potencial
Cada dia que amanhece
Serra Talhada só cresce
E isso é muito especial
Quarto maior polo médico
Polo educacional
Temos grandes faculdades
E um campus federal
E pra apoiar quem cresce
Temos o sistema S
Focado na formação
De uma mão-de-obra ativa
E torna mais competitiva
Esse oásis do sertão”.
(…)
Nossa Senhora da Penha é a padroeira da cidade e uma tradição é mantida há mais de dois séculos. A festa da padroeira, mais conhecida por festa de setembro, ganhou um status comercial com apresentações culturais, parques de diversões, praça de alimentação com bebidas e comidas típicas, porém sem perder o caráter religioso com celebrações de novenas na igreja matriz, encerrando com a procissão da bandeira de Nossa Senhora da Penha, que arrasta uma multidão de fiéis pelas ruas da cidade numa demonstração de fé e devoção.
Desse modo define o poeta Ferreira Júnior:
“Forte é a fé católica
E muita gente se empenha
Da cidade é padroeira
Nossa Senhora da Penha
Em setembro é sua festa
Ficando a cidade aberta
A qualquer que a ela venha”
Na mesma trilha segue o poeta Amaurílio Sousa:
“Olhando Serra Talhada
Vislumbro a igreja Matriz
A fé que a força condiz
Com essa gente abençoada
Padroeira imaculada
Da princesa do sertão
Segue firme em devoção
Nossa Senhora da Penha
Dadivosa se mantenha
Em nossa intercessão”
O hino oficial de Serra Talhada foi composto com letra da professora Anália Rocha e melodia do maestro Luiz Benjamim e traz uma sensibilidade poética em sua essência:
Rosa do Sertão rude e agreste
Perdida no seio do Nordeste
À margem arenosa do rio Pajeú
Entre a flor singela do mandacaru.
Qual um novo oásis florescente
Do nosso sertão vasto e ardente
Todo viandante abriga a cidade
E dás confiança, carinho e amizade.
És ó Vila, pequenina, porém bela!
Junto ao rio que te beija com ardor
Destas plagas sertanejas, agreste flor.
E à luz do sol tropical
De princesa do Sertão tens o título real;
Vila Bela, ó querida Vila Bela!
Branco ninho de verduras engastadas
Ao sopé da rude Serra Talhada
Do granito do sertão.
E de Pernambuco és
Certamente o coração!
E de Pernambuco és
Certamente o coração!
Na canção “Vila Bela” o magistral Arnaud Rodrigues declama um amor sublime pela terra natal:
“Serra bela vila é a vila bela
Ontem vila e hoje serra
Talhada pela natureza é a nossa serra
Ontem vila e hoje bela
E as poucas luzes se acenderam
E eu vi você
Gotas caíram dos meus olhos
Por ver você
De manhã o sol rasgou o céu
E eu fui vendo tudo que era meu
Grandes corações todos abertos
Risos de irmãos e amigos meus
Grandes casarões portas abertas
Onde se acredita mais em Deus
Na capela toca o sino som dominical”…
(….)
Faço minhas as palavras do poeta Rai de Serra quando canta o orgulho de ser serra-talhadense:
(….)
“Serra Talhada
Me orgulho sou privilegiado
Por ter nascido aqui
Na Capital do Xaxado”
Nesse contexto, retratei a história da nossa terra no poema intitulado SERRA TALHADA: De Agostinho aos dias atuais:
Quando outrora Agostinho aqui chegou
Encantado ficou com a paisagem
Pajeú deu suporte na estiagem
A raiz do progresso edificou
Pouco a pouco o comércio prosperou
Despertando essa estreita vocação
Comandando a ribeira e região
Povoado cresceu, abriu cancela
E surgiu para o mundo Vila Bela
Um oásis no meio do sertão
Alpercata fazendo estardalhaço
Num embalo envolvente e singular
Inovando no jeito de dançar
Cangaceiro e fuzil no mesmo enlaço
Pelas lutas marcantes do cangaço
Lampião como rei foi coroado
E na dança aqui deixa seu legado
Um bailado aguerrido e imponente
Nossa terra ostentando uma patente
Capital brasileira do xaxado
Na política ergueu grande influência
Governando o estado Agamenon
Em Brasília Inocêncio “dando o tom”
Interino assumiu a presidência
No passado houve forte interferência
Do poder demarcando a trajetória
Eleitor sem nenhuma escapatória
Tão somente cumpria seu papel
O “chicote”, o “cabresto” e o “coronel”
Referências marcantes dessa história
E na arte eclodiu rompeu fronteiras
Na TV Arnaud ganha projeção
Marcolino, Rui Grúdi e Assisão
E o forró foi soltando as estribeiras
Na leveza de moças bem faceiras
Passarelas pro mundo descortina
Despertando este sonho de menina
O “glamour” se instalou pela cidade
Um legado ficou pra eternidade
Campeã da beleza feminina
Nos tapetes gramados do sertão
Majestoso reinou “Comercial”
Torcedor do “Serrano” em alto astral
“Ru! Ru! Ru!” a causar grande emoção
O “Ferrim” foi primeiro campeão
Veio o “Serra” alcançando nova glória
Na derrota, no empate ou na vitória
Futebol é paixão que contagia
“Pereirão” aos domingos que alegria
São lembranças guardadas na memória
A ciência se impõe com autonomia
Faculdades e cursos mais diversos
O ensino sem cunhos controversos
Trouxe a luz que encandece e irradia
Medicina, Direito, Engenharia
São pilares da nossa educação
Construindo um futuro em ascensão
Insciência faz parte do passado
O saber aqui foi consolidado
Transformando indivíduo em cidadão
Lá do alto na Praça da Matriz
Virgem Penha conduz a procissão
Em setembro cumprindo a devoção
Nossa fé pela Santa se bendiz
Criançada a brincar, sorri feliz
Carrossel, “pula pula” é uma zoeira
A cerveja com bode e macaxeira
Tradição que é mantida entre os fiéis
Filarmônica em altos decibéis
Rege a festa da madre padroeira
Nossa gente é demais hospitaleira
Uma terra por Deus abençoada
Quem visita tão logo faz morada
Externando a paixão mais verdadeira
Degustar manguzá no “mei” da feira
“Tô na Concha” animando o carnaval
Josué deu seu nome ao “Bar Central”
Fez do caldo uma marca registrada
Vem pra cá conhecer Serra Talhada
Recebendo esse abraço fraternal
E do cume da pedra do cruzeiro
Se contempla a grandeza da cidade
Que se espalha em total prosperidade
Se tornando um caminho alvissareiro
Agradece o torrão pajeuzeiro
Pela luz que emana deste chão
Qual arpejo entoando uma canção
Nossa terra traduz porto seguro
O sertão abre as portas pro futuro
E o futuro abre as portas pro sertão
Erigida tu foste ao pé da serra
De entalhes com nobre arquitetura
Esculpidos por obra da natura
Inspirando o batismo desta terra
A bravura que ao tempo se descerra
Te elevou a tornar-se emancipada
Uma história no tempo demarcada
Averbada em registro por chancela
No princípio tu foste Vila Bela
No presente tu és Serra Talhada
segunda-feira, 25 de abril de 2022
PREFEITURA DE BREJINHO PLANTA 50 MUDAS DE ÁRVORES NATIVAS NA NASCENTE DO RIO PAJEÚ
sábado, 23 de abril de 2022
NASCENTE DO RIO SÃO FRANCISCO - PARQUE NACIONAL DA SERRA DA CANASTRA
A cachoeira Casca D'anta é a primeira grande queda do Rio São Francisco, que nasce no Parque Nacional da Serra da Canastra.
sexta-feira, 22 de abril de 2022
Municípios do Submédio São Francisco avançam na elaboração dos PMSB



quarta-feira, 20 de abril de 2022
Pesquisadores da Universidade da Califórnia trocam experiências com Ceará sobre eficiência do uso da água na Agricultura.
Chuva eleva nível do Rio São Francisco e barragem de Sobradinho tem aumento na vazão.
Nas últimas semanas, a vazão de defluência – que é a quantidade de água liberada – estava sendo diminuída, por causa da escassez de chuva. Agora, ela será aumentada gradativamente de 1.500 m³ por segundo para 2.300 m³ por segundo.
A medida foi adotada pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) e pode afetar a população ribeirinha que vive na região, por isso, é importante que os moradores estejam atentos à possibilidade de precisar deixar imóveis, para evitar alagamentos e prejuízos.
No início deste mês, a Usina Hidrelétrica de Sobradinho atingiu 100% de sua capacidade, que é de 34,1 bilhões de m³ de água. A última vez que essa marca foi alcançada foi há 13 anos, em 2009.
Movimento Ambientalista da Região das Hortênsias comemora 20 anos.
No próximo dia 19 de abril, a ONG MARH comemora 20 anos de atuação pela proteção do meio ambiente.
A Região das Hortênsias é conhecida como um lugar de natureza exuberante, com muitas belezas naturais e qualidade de vida. Foi pensando nisso que no dia 19 de abril de 2002, nasceu o Movimento Ambientalista da Região das Hortênsias, o MARH, formado por um grupo de pessoas da comunidade preocupado em apontar e propor soluções para os problemas que ameaçam o nosso bem mais precioso: o meio ambiente.
Nestes 20 anos, a ONG ambientalista tem marcado sua presença e liderança por meio de várias ações, dentre elas destacamos:
Educação ambiental e consumo consciente – realizou atividades em escolas e nove edições do Brique da Troca e da Barganha e três edições da Feira da Sustentabilidade.
Combate à poluição ambiental – executou junto a Prefeitura Municipal de Gramado e a iniciativa privada o projeto de reciclagem de lâmpadas, pilhas e baterias, dando destinação correta a estes resíduos.
Melhora da preservação da paisagem urbana e rural – incentivou e colaborou na implantação da Lei das Placas, em Gramado.
Alerta para a falta de saneamento e a consequente poluição das águas – fez campanhas de coleta e análise de água em vários arroios de Gramado e apoiou ações em Canela.
Além disso, o MARH defende a causa ambiental participando de conselhos municipais e regionais, como o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Canela e de Gramado e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Caí.
Todas estas ações têm como objetivo: a preservação ambiental, o cuidado com a fauna e a flora, a manutenção da qualidade da água e um planejamento urbano sustentável de forma a garantir qualidade de vida para quem mora e visita a Região das Hortênsias (Gramado, Canela, Nova Petrópolis e São Francisco de Paula).
O aniversário da ONG MARH é um marco no amadurecimento e na evolução do movimento ambientalista.
terça-feira, 19 de abril de 2022
LULA DEBATE COM AMBIENTALISTAS O CONTROLE DO DESMATAMENTO E PROTEÇÃO AMBIENTAL COM DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO.
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| Foto: Ricardo Stuckert |
O ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva se reuniu hoje (18) com ambientalistas e pesquisadores para
debater a situação atual das políticas públicas e propostas para a proteção do
Meio Ambiente e do desenvolvimento sustentável no Brasil. Para reforçar o
combate ao desmatamento, foram discutidas ações como o fortalecimento do Ibama,
do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Plano
de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal
(PPCDAm).
“É a primeira decisão a ser
tomada. Reduzimos o desmatamento de forma substancial em um esforço gigantesco
que está sendo perdido, com 300% a mais de área desmatada no atual governo”,
ressaltou o ex-ministro Aloizio Mercadante, presidente da Fundação Perseu
Abramo (FPA), onde ocorreu o encontro, de forma presencial e on-line.
Mercadante disse ainda que outra
iniciativa que pode ser tomada é a criação do Instituto Tecnológico da Amazônia,
para estimular pesquisa, gerar valor agregado, verticalizar a estrutura
produtiva da região. “Tivemos um exemplo interessante do açaí, que gera cerca
de R$ 1 bilhão na produção. No entanto, nos EUA, o açaí é processado e vira
cerca de 50 produtos diferentes, que geram 15 bilhões de dólares. Precisamos
gerar valor agregado e para isso precisamos de um novo tipo de indústria, que
valorize a produção regional”, acrescentou o ex-ministro.
Para Mercadante, os governos do
PT provaram que é possível controlar os desmatamentos nos diversos biomas
brasileiros, especialmente no mais vigiado deles, a Amazônia, e aliar isso com
desenvolvimento. O que é necessário, segundo ele, é ampliar o alcance desse
trabalho.
“Precisamos de uma convergência
para o Brasil impedir o desmatamento da Amazônia. O sul da Amazônia em especial
vive um processo de desestabilização, com árvores morrendo mais cedo e regimes
de chuva descontrolados. Estamos muito perto do ponto de não-retorno. Hoje
recebemos muitas sugestões de combate ao desmatamento, retomar o fortalecimento
o Ibama, do ICMBio, dos sistemas de monitoramento”, destacou.
Segundo Mercadante, outras
propostas que podem ajudar a retomar a agenda da preservação ambiental aliada
ao desenvolvimento do país também passa pela criação de uma universidade dos
povos indígenas, que inclua os saberes originários à produção científica
brasileira, a sugestão de uma empresa nos mesmos moldes da Embrapa voltada à
biodiversidade e a inclusão de um S a mais no BNDES, para que o banco fomente ações
de sustentabilidade.
Debate com a sociedade
O ex-presidente Lula pediu
esforços aos participantes para debater com a sociedade brasileira a ideia de
que a proteção ambiental não é inimiga do desenvolvimento econômico e do
progresso. “É preciso que a gente convença a sociedade que isso é uma
possibilidade. Quando a gente fala em benefício para a humanidade é lindo, mas
a pessoa que está lá precisa ser incluída, saber que vai ter emprego, escola,
saúde. Vamos melhorar as coisas, vamos gerar empregos, oportunidades”, disse o
ex-presidente.
O encontro contou com a
participação de Carlos Nobre, ex-presidente da Capes e do painel
intergovernamental do IPCC (o comitê da ONU para combate às mudanças
climáticas), do senador Jaques Wagner, presidente da Comissão de Meio Ambiente
do Senado, do economista Ricardo Abramovay, professor da FEA-USP, do
ambientalista André Guimarães, da ex-ministra do Meio Ambiente, Izabella
Teixeira, dos ativistas Carlinhos dos Anjos e Claudinha Pinho, ambos dirigentes
do Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais, da economista Esther
Bemerguy, ex-secretária de Planejamento e Investimentos Estratégicos do
Ministério do Planejamento no governo Dilma, de Sueli Araújo, ex-presidenta do
Ibama.
Também participaram, em nome de
seus partidos, o senador Randolfe Rodrigues, da Rede Sustentabilidade, o
ex-deputado federal Eron Bezerra, do PC do B, o deputado federal Zé Carlos, do
PV, o vice-presidente da Fundação João Mangabeita, Alexandre Navarro, do PSB,
além do ex-governador do Piauí, Wellington Dias (PT)
Serviço Geológico do Brasil identifica áreas de risco nos Cânions do Xingó entre AL, SE e BA
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| Cânions do Rio São Francisco / Foto: Ascom CPRM |
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| Cânions do Rio São Francisco / Foto: Ascom CPRM |
Rio agitado faz águas passarem por comportas da Barragem de Sobradinho
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| Foto: Blog do Carlos Britto |
Com 100% do seu volume útil há alguns dias, a Barragem de Sobradinho (BA) gerou momentos de susto para quem visitava o local no último final de semana.
Um vídeo registrado por um leitor mostra a força das águas do Rio São Francisco, que chegam a transpor em pequena quantidade pelas comportas da barragem (confiram o vídeo abaixo). A Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) chegou, inclusive, a alertar as pessoas, por meio de carro de som, sobre o perigo do rio agitado.
Submédio São Francisco receberá a primeira expedição científica em agosto de 2022
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Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pajeú
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pajeú foi homologada pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos em 13 de setembro de 2000, através da Resolução nº03/2000.
O Comitê do Rio Pajeú é composto por 25 membros titulares e seus respectivos suplentes, distribuídos por segmento:
a) Poderes públicos - 10 vagas titulares (40%);
b) Instituições da sociedade civil - 05 vagas titulares (20%) e;
c) Usuários de água - 10 vagas titulares (40%).
A estrutura do Comitê compreende:
1 - Plenário;
2 - Diretoria Colegiada;
3 - Câmaras Técnicas;
4 - Grupos de Trabalho.
O processo eleitoral tem a função de revigorar a representação social no âmbito do Comitê. Na eleição, instituições que atuam na bacia hidrográfica são escolhidas entre seus pares para compor o Plenário do Comitê de modo a garantir a melhor representatividade nos três segmentos.
O Comitê também elege, por maioria absoluta, uma direção colegiada, constituída por um(a) presidente, um(a) vice-presidente e um(a) secretário(a) executivo(a).
O mandato tem duração de três anos e os representantes das instituições não são remunerados pelo Comitê.
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pajeú realiza, anualmente, 02 reuniões ordinárias e se reúne extraordinariamente sempre que necessário. As reuniões plenárias são convocadas com 10 dias de antecedência e são abertas ao público com direito a voz.
São atribuições do Plenário do Comitê:
I - discutir e votar todas as matérias submetidas ao Comitê;
II - apresentar propostas e sugerir matérias para a apreciação do Comitê;
III - pedir vista de documentos;
IV - solicitar ao Presidente a convocação de sessões extraordinárias, justificando seu pedido formalmente, desde que a solicitação esteja assinada por um quinto dos representantes do comitê;
V - propor a inclusão de matéria na ordem do dia, até mesmo para sessões subsequentes, bem como prioridade de assuntos das matérias constantes;
VI - requerer votação nominal, que será encaminhada de acordo com a decisão do Plenário;
VII - fazer constar em ata seu ponto de vista discordante, ou do órgão que representa;
VIII - propor convite, quando necessário, de pessoas ou representantes de instituições, públicas ou privadas, para participarem de sessões específicas para trazer subsídios às deliberações do Comitê, com direito a voz, obedecidas às condições previstas neste Estatuto;
IX - propor a criação de câmaras técnicas e grupos de trabalho e
X - votar e ser votado para os cargos previstos no Estatuto.
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