sábado, 18 de junho de 2022

QUEM LEMBRA DA PRAINHA DO RIO PAJEÚ EM AFOGADOS DA INGAZEIRA?


Quem lembra da Prainha que o nosso Rio Pajeú nos presenteou no ano de 1967? Quanta saudade das águas límpidas claras e pronta para o consumo. Assim nós vivemos no passado que se foi e não volta mais. A natureza continua pedindo socorro aos nossos governantes e a nós mesmo, matamos as margens do lindo Rio Pajeú cantado e encantado por grandes artistas como o rei do baião Luiz Gonzaga e tantos outros. As areias do Pajeú deixou saudades pra molecada, para os jovens, para os adultos que gostam do esporte batendo assim belas peladas. Quanto encanto! Quando as moças lá no passado, se arrumavam com roupas novas e batons na boca, só pra ir buscar água nas cacimbas do belo Rio Pajeú e com as latas d'água na cabeça, aproveitavam para paquerar os rapazes que lá nas lindas areias jogavam bola, ou até mesmo os que também iriam buscar água em um galão, muitas vezes distribuindo chame, exibindo um belo peitoral, (nu da cintura pra cima. Ou seja; sem camisa) e as lavadeiras? Que ganhavam o seu sustento, lavando roupas das pessoas ricas da cidade, enquanto elas lavavam roupas, seus filhos se divertiam tomando banho e corre do descalços nas limpas areias do Rio. As lágrimas tomam conta do meu rosto ao escrever esse texto de saudade. Desculpa algumas falhas, depois voltaremos a falar do assunto. Agora só choro pelas lembranças da minha infância e adolescência. Não sei se digo que sou do PAJEÚ DAS FLORES... OU DAS LAMAS QUE COBREM O MEU RIO PAJEÚ DAS FLOES.



sexta-feira, 13 de maio de 2022

Poluição das águas e contaminação de peixes no Rio São Francisco

Pesquisadores durante Expedição Científica no Velho Chico - Foto: Arquivo/Expedição

O relatório final sobre a 4ª edição da Expedição Científica do Rio São Francisco, promovida pela Ufal (Universidade Federal de Alagoas), foi concluído no final do mês de Abril de 2022. A expedição foi realizada entre os dias 01 e 10 de novembro de 2021 e percorreu as cidades de Piranhas, Pão de Açúcar, Traipu, São Brás, Igreja Nova, Porto Real do Colégio e Penedo, no Estado de Alagoas, e Propriá, Neópolis e Brejo Grande, em Sergipe.

Durante a expedição, 66 pesquisadores de 24 instituições de ensino parceiras do projeto percorreram as águas do Velho Chico de Piranhas, Sertão de Alagoas, até a foz entre Piaçabuçu (AL) e Brejo Grande (SE).

O deslocamento dos pesquisadores foi feito em dois grandes barcos, utilizados também como alojamento e como laboratório para a agilizar a realização das análises do material coletado ao longo do trajeto, como amostras da água, da fauna e da flora ribeirinha.

O relatório final da expedição constata que o incremento de vazões maiores no leito do rio a partir de 2020, contribuiu para uma pequena recuperação da Bacia do São Francisco, isso após o rio passar por períodos críticos de estiagem e diminuição de vazões entre os anos de 2013 e 2018.

As alterações de vazões geram impactos positivos e negativos sobre a Bacia do São Francisco em Alagoas, conclui o relatório, composto por 28 capítulos e 600 páginas, detalhando a situação do rio.
O relatório final, que vai virar um livro, já está sendo preparado, abordando temas relacionados aos aspectos da pesquisa.

Resultados

Em relação à contaminação das águas do Rio São Francisco, o relatório aponta para um elevado índice de coliformes fecais detectados no leito do Velho Chico, mesmo com o aumento da vazão em 2020 e 2021, além da contaminação de algumas espécies de elevado nível trófico na cadeia alimentar do ecossistema do rio por metais pesados, a exemplo do mercúrio.

Expedição Científica no Rio São Francisco. Foto: reprodução

As pesquisas e análises também, constataram a presença de pesticidas na água, identificando 14 tipos diferentes do produto dentre os 31 tipos avaliados. Dentre os compostos identificados, três foram classificados como extremamente tóxico, seis foram classificados como altamente tóxico e cinco, como grau médio de toxidade.

Em relação à fauna ribeirinha, os pesquisadores identificaram que mais de 60% das capturas de peixes feitas pelos pescadores ribeirinhos é composta por apenas duas espécies, ambas de baixo valor econômico. A boa notícia é que foram encontradas mais espécies de pescado, das quais, estão em estudos duas espécies de peixes que possivelmente seriam novas na região.

A expedição científica também detectou a presença altos níveis de salinidade na água, além da fragmentação das áreas de mata ciliar que margeia o Velho Chico e baixa fertilidade do solo, também com alta concentração de sal em sua composição.

Em relação à histopatologia, termo utilizado para identificar como uma doença específica afeta um conjunto de células, o diagnóstico histopatológico mostrou que em 100% das amostras analisadas durante o período da expedição, os peixes possuíam algum tipo de alteração patológica, seja no fígado ou nas brânquias.

Já sobre a genotoxicidade, capacidade que algumas substâncias têm de induzir alterações no material genético de organismos a elas expostos, provocando o surgimento de cânceres e doenças hereditárias, os maiores níveis de anormalidades celulares e estresse foram encontrados nos municípios de Piranhas e Penedo;

O relatório também aponta que, com as constantes mudanças nas vazões e despejos indiscriminados de efluentes domésticos, o ambiente sofre enormes consequências com o surgimento de cianobactérias potencialmente tóxicas e florações de dinoflagelados e aumento significativo de algas verdes filamentosas;

Sobre a fauna ribeirinha, foram encontradas cerca de 50 espécies de aves e mamíferos no Baixo São Francisco durante a expedição.

Educação Ambiental

Trecho da cartilha sobre o plástico nos oceanos. Foto: reprodução

Além de participarem da elaboração do relatório, pesquisadores expedicionários lançaram também duas cartilhas educativas: uma delas sobre o perigo dos plásticos nos oceanos, e a outra, sobre as boas práticas de manipulação de pescado para feirantes. Mais informações sobre as publicações podem ser acessadas através do perfil no instagram @expedicao_saofrancisco através do link: https://www.instagram.com/reel...

Trecho de cartilha sobre as boas práticas de manipulação de pescado. Foto: reprodução

Segundo o professor Emerson Soares, as cartilhas tratam de dois temas fundamentais ao meio ambiente e à saúde pública: o uso de plásticos e o manejo de pescado; e foram viabilizadas através da parceria com a @semarhal (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos) e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piauí.

A cartilha “Plásticos: perigo nos rios e oceanos”, que tem como público-alvo estudantes da rede pública dos municípios ribeirinhos e pescadores da região. Ela aborda, de maneira didática e com uma linguagem simples, o quanto o uso de plásticos e o descarte incorreto dos mesmos prejudicam o meio ambiente, poluem as águas e trazem consequências danosas também à saúde humana, por meio dos microplásticos.

Vanildo Oliveira, engenheiro de pesca, expedicionário e professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), é o autor do conteúdo e explica a importância da temática: “Estamos na Década do Oceano, que surgiu da necessidade mundial de cuidar da saúde oceânica. O Rio São Francisco tem um grande aporte para o Oceano Atlântico, então nosso objetivo é conscientizar a população que o rio, fonte de vida e sustento para tantas pessoas, não é um depósito de lixo. Estamos apostando na conscientização, na mudança de paradigma, que as pessoas cuidem dos rios e, consequentemente dos oceanos, deixando-os saudáveis e permitindo que as espécies reproduzam e forneçam alimento sadio para a população”, esclarece.

domingo, 8 de maio de 2022

sábado, 7 de maio de 2022

É calçando ruas e jogando merda para o leito do Rio Pajeú.


“Com a câmera de um drone teríamos a dimensão desse descaso da população e saúde pública do município. Isso não é privilégio de um bairro, é a mais democrática negligência que já vi em uma cidade. Some-se a isso redes de esgotos a céu aberto, falta de tratamento de esgotamento sanitário. É calçando ruas e jogando merda para outros locais, incluindo leito do Rio Pajeú. É a contribuição dos serviços públicos e da população para produzir mais doenças e destruir do meio ambiente”, explicou Nunes.




O colunista do Farol de Notícias, Édson Nunes, fez uma denuncia ‘bombástica’ que revela o descaso da Vigilância Sanitária no bairro Bom Jesus, em Serra Talhada - PE, que parece ignorar a existência do mosquito Aedes Aegypti. Ele provoca o órgão a montar uma ‘força tarefa’ no bairro, que está repleto de caixas d’águas abertas. O caso foi registrado na Rua José Dias da Silva.


Fonte: https://faroldenoticias.com.br/

Riacho do Navio corre pro Pajeú.



Uma viagem poética de Agostinho aos dias atuais.

Por: João Luckwu - Poeta serra-talhadense.

Fotos: Celso García/Farol – Max Rodrigues
O “Momento Poético” parabeniza hoje nossa querida Serra Talhada que completa 171 anos de emancipação política. Principal município do Sertão do Pajeú, nossa cidade é conhecida nacionalmente como a “Capital do Xaxado”. Terra de Agamenon Magalhães, Virgulino Ferreira – O Lampião, Arnaud Rodrigues dentre tantos outros personagens que marcaram a história. Parafraseando o poeta Chico Luckwu eu diria que Serra Talhada é o berço da cultura, dos poetas, cangaço e coronéis.

A pequena Vila Bela foi erguida às margens da imponente serra que foi cortada a prumo por obra da natureza e que posteriormente deu nome à cidade de Serra Talhada. Assim descreve o poeta Simplício Lira-Pio:

“Escarpas abruptas talham nossa serra
Fragas esculpidas pela natureza
Usando os cinzéis com tanta destreza
Que a mão do escultor, precisa, não erra
Desta cordilheira uma finisterra
Com apoteose de um lado encerrar.
A serra talhada dá nome ao lugar,
Açude e planalto é o borborema,
A nossa caatinga o ecossistema
Nos dez de galope distante do mar”.

Já poeta Ivanildo Salvador expressou dessa forma:

(….)

“Vila, bela serra à sua frente
Vila, bela serra imponente
Serra, bela e majestosa
Com a qual a natureza foi tão generosa”.

A nascente do Rio Pajeú é conhecida como o berço da poesia popular e rio abaixo pela correnteza das águas essa verve chega até nossa cidade aflorando uma reluzente inspiração poética.

Relembrando a infância vivida no rio Pajeú, retrata o poeta Rui Grúdi:

“Fui um menino sapeca
do vale do Pajeú
nas caçadas de peteca
e nas roubadas de caju
Nos meus banhos de costume
subia para o curtume
nadava feito um delfim
nas pedras ralando o couro
aquilo foi um tesouro
Que o tempo roubou de mim”

(….)

No mesmo sentido segue o poeta Jesus Martins:

(….)

“Comecei a recordar
A Serra da minha infância
A talha da natureza
Uma forte correnteza
Carregando eu e tu
E o meu Pajeú que lindo
Menino rindo correndo nu
O rio Pajeú vem vindo
Menino rindo correndo nu”

O poeta João do Serrote Preto foi de uma felicidade ímpar neste sonho:

“Tive um sonho e voltei pro meu torrão
Revivi toda minha adolescência
Fui ao CIST e senti a efervescência
Das tertúlias e bailes de salão
Vi Nogueira dar “Sil” no Batukão
Fui até o curtume tomar banho
Encontrei meninada de rebanho
A correr pela areia em alarido
Acordei e fiquei entristecido
Com saudade em meu peito sem tamanho”

Serra Talhada é a segunda cidade mais importante do Sertão de Pernambuco e o principal município do Sertão do Pajeú, possuindo uma infraestrutura e localização privilegiadas, tornou-se um polo de desenvolvimento nas áreas de comércio, saúde, educação e cultura.

Assim descreveu o poeta Henrique Brandão:

“Um oásis no sertão
Cheio de oportunidades
Assim é Serra Talhada
Com suas diversidades
De cultura exuberante
De um povo cativante
Bonita por natureza
Sua localização
Bem no centro do sertão
É sinônimo de riqueza

No centro de Pernambuco
Aproxima quatro estados
Vizinha da Paraíba
Ceará fica do lado
Próxima também da Bahia
Até a geografia
Abençoou nosso chão
Muito bem localizada
Por isso Serra Talhada
É potência no sertão

Desde a sua criação
Que o comércio predomina
Uma fazenda de gado
Numa área de campina
Se tornou um expoente
Onde o seu povo valente
Tem vocação pro futuro
Terra de um povo brilhante
Que enxerga bem adiante
E investe forte e seguro

Oitocentas mil pessoas
Direta e indiretamente
Consomem algum produto
Ou serviço dessa gente
Nosso comércio é pujante
E em evolução constante
Tem muito potencial
Cada dia que amanhece
Serra Talhada só cresce
E isso é muito especial

Quarto maior polo médico
Polo educacional
Temos grandes faculdades
E um campus federal
E pra apoiar quem cresce
Temos o sistema S
Focado na formação
De uma mão-de-obra ativa
E torna mais competitiva
Esse oásis do sertão”.

(…)

Nossa Senhora da Penha é a padroeira da cidade e uma tradição é mantida há mais de dois séculos. A festa da padroeira, mais conhecida por festa de setembro, ganhou um status comercial com apresentações culturais, parques de diversões, praça de alimentação com bebidas e comidas típicas, porém sem perder o caráter religioso com celebrações de novenas na igreja matriz, encerrando com a procissão da bandeira de Nossa Senhora da Penha, que arrasta uma multidão de fiéis pelas ruas da cidade numa demonstração de fé e devoção.

Desse modo define o poeta Ferreira Júnior:

“Forte é a fé católica
E muita gente se empenha
Da cidade é padroeira
Nossa Senhora da Penha
Em setembro é sua festa
Ficando a cidade aberta
A qualquer que a ela venha”

Na mesma trilha segue o poeta Amaurílio Sousa:

“Olhando Serra Talhada
Vislumbro a igreja Matriz
A fé que a força condiz
Com essa gente abençoada
Padroeira imaculada
Da princesa do sertão
Segue firme em devoção
Nossa Senhora da Penha
Dadivosa se mantenha
Em nossa intercessão”

O hino oficial de Serra Talhada foi composto com letra da professora Anália Rocha e melodia do maestro Luiz Benjamim e traz uma sensibilidade poética em sua essência:

Rosa do Sertão rude e agreste
Perdida no seio do Nordeste
À margem arenosa do rio Pajeú
Entre a flor singela do mandacaru.

Qual um novo oásis florescente
Do nosso sertão vasto e ardente
Todo viandante abriga a cidade
E dás confiança, carinho e amizade.

És ó Vila, pequenina, porém bela!
Junto ao rio que te beija com ardor
Destas plagas sertanejas, agreste flor.

E à luz do sol tropical
De princesa do Sertão tens o título real;
Vila Bela, ó querida Vila Bela!
Branco ninho de verduras engastadas
Ao sopé da rude Serra Talhada
Do granito do sertão.

E de Pernambuco és
Certamente o coração!
E de Pernambuco és
Certamente o coração!

Na canção “Vila Bela” o magistral Arnaud Rodrigues declama um amor sublime pela terra natal:

“Serra bela vila é a vila bela
Ontem vila e hoje serra
Talhada pela natureza é a nossa serra
Ontem vila e hoje bela

E as poucas luzes se acenderam
E eu vi você
Gotas caíram dos meus olhos
Por ver você
De manhã o sol rasgou o céu
E eu fui vendo tudo que era meu

Grandes corações todos abertos
Risos de irmãos e amigos meus
Grandes casarões portas abertas
Onde se acredita mais em Deus

Na capela toca o sino som dominical”…

(….)

Faço minhas as palavras do poeta Rai de Serra quando canta o orgulho de ser serra-talhadense:

(….)

“Serra Talhada
Me orgulho sou privilegiado
Por ter nascido aqui
Na Capital do Xaxado”

Nesse contexto, retratei a história da nossa terra no poema intitulado SERRA TALHADA: De Agostinho aos dias atuais:

Quando outrora Agostinho aqui chegou
Encantado ficou com a paisagem
Pajeú deu suporte na estiagem
A raiz do progresso edificou
Pouco a pouco o comércio prosperou
Despertando essa estreita vocação
Comandando a ribeira e região
Povoado cresceu, abriu cancela
E surgiu para o mundo Vila Bela
Um oásis no meio do sertão

Alpercata fazendo estardalhaço
Num embalo envolvente e singular
Inovando no jeito de dançar
Cangaceiro e fuzil no mesmo enlaço
Pelas lutas marcantes do cangaço
Lampião como rei foi coroado
E na dança aqui deixa seu legado
Um bailado aguerrido e imponente
Nossa terra ostentando uma patente
Capital brasileira do xaxado

Na política ergueu grande influência
Governando o estado Agamenon
Em Brasília Inocêncio “dando o tom”
Interino assumiu a presidência
No passado houve forte interferência
Do poder demarcando a trajetória
Eleitor sem nenhuma escapatória
Tão somente cumpria seu papel
O “chicote”, o “cabresto” e o “coronel”
Referências marcantes dessa história

E na arte eclodiu rompeu fronteiras
Na TV Arnaud ganha projeção
Marcolino, Rui Grúdi e Assisão
E o forró foi soltando as estribeiras
Na leveza de moças bem faceiras
Passarelas pro mundo descortina
Despertando este sonho de menina
O “glamour” se instalou pela cidade
Um legado ficou pra eternidade
Campeã da beleza feminina

Nos tapetes gramados do sertão
Majestoso reinou “Comercial”
Torcedor do “Serrano” em alto astral
“Ru! Ru! Ru!” a causar grande emoção
O “Ferrim” foi primeiro campeão
Veio o “Serra” alcançando nova glória
Na derrota, no empate ou na vitória
Futebol é paixão que contagia
“Pereirão” aos domingos que alegria
São lembranças guardadas na memória

A ciência se impõe com autonomia
Faculdades e cursos mais diversos
O ensino sem cunhos controversos
Trouxe a luz que encandece e irradia
Medicina, Direito, Engenharia
São pilares da nossa educação
Construindo um futuro em ascensão
Insciência faz parte do passado
O saber aqui foi consolidado
Transformando indivíduo em cidadão

Lá do alto na Praça da Matriz
Virgem Penha conduz a procissão
Em setembro cumprindo a devoção
Nossa fé pela Santa se bendiz
Criançada a brincar, sorri feliz
Carrossel, “pula pula” é uma zoeira
A cerveja com bode e macaxeira
Tradição que é mantida entre os fiéis
Filarmônica em altos decibéis
Rege a festa da madre padroeira

Nossa gente é demais hospitaleira
Uma terra por Deus abençoada
Quem visita tão logo faz morada
Externando a paixão mais verdadeira
Degustar manguzá no “mei” da feira
“Tô na Concha” animando o carnaval
Josué deu seu nome ao “Bar Central”
Fez do caldo uma marca registrada
Vem pra cá conhecer Serra Talhada
Recebendo esse abraço fraternal

E do cume da pedra do cruzeiro
Se contempla a grandeza da cidade
Que se espalha em total prosperidade
Se tornando um caminho alvissareiro
Agradece o torrão pajeuzeiro
Pela luz que emana deste chão
Qual arpejo entoando uma canção
Nossa terra traduz porto seguro
O sertão abre as portas pro futuro
E o futuro abre as portas pro sertão

Erigida tu foste ao pé da serra
De entalhes com nobre arquitetura
Esculpidos por obra da natura
Inspirando o batismo desta terra
A bravura que ao tempo se descerra
Te elevou a tornar-se emancipada
Uma história no tempo demarcada
Averbada em registro por chancela
No princípio tu foste Vila Bela
No presente tu és Serra Talhada

Fonte: https://faroldenoticias.com.br/

segunda-feira, 25 de abril de 2022

PREFEITURA DE BREJINHO PLANTA 50 MUDAS DE ÁRVORES NATIVAS NA NASCENTE DO RIO PAJEÚ

Nesta sexta-feira (22) a Prefeitura Municipal de Brejinho, através da Secretaria de Agricultura, em parceria com o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável e o Conselho Municipal de Meio Ambiente, realizaram o de plantio de 50 mudas de espécies nativas na nascente do Rio Pajeú, na comunidade rural de Brejinho dos Ferreiras.



Foi um importante momento para impulsionar a preservação da nascente e da sua flora local. Estavam presentes o Prefeito Gilson Bento, o Vice-prefeito Josinaldo Alves, a Secretária de Agricultura Aurivoneide Santos, secretários de demais pastas, o presidente do CONDEMA Advogado Allan Leite, representantes dos Conselhos Municipais e Câmara de Vereadores. Alunos da Escola Municipal José Gomes de Almeida, localizada próximo a comunidade onde nasce o Rio Pajeú, também participarem do Ato de Arborização, com intuito de mostrar a importância do reflorestamento para manter viva a área da nascente.

O importante rio que leva o nome da nossa região e que já foi citado em música de Luiz Gonzaga nasce em Brejinho. Sua água além de contribuir para os agricultores locais, também nos presenteia com suas histórias místicas.

Por Marcelo Patriota

sábado, 23 de abril de 2022

NASCENTE DO RIO SÃO FRANCISCO - PARQUE NACIONAL DA SERRA DA CANASTRA

A cachoeira Casca D'anta é a primeira grande queda do Rio São Francisco, que nasce no Parque Nacional da Serra da Canastra.


Para conhecer a nascente do São Francisco, o ponto de partida é a cidade de São Roque de Minas (MG), que é acessada pela MG 341, uma estrada repleta de curvas. São Roque fica a 520 km de São Paulo (SP), 675 km do Rio de Janeiro (RJ) e 330 km de Belo Horizonte (MG).

Para rodar pelo Parque, o ideal é uma moto trail ou big trail, por conta dos buracos e erosões, porém, muita gente visita as atrações com modelos street, naked e até custom. Caso não queira encarar as estradas de terra, é possível contratar um guia e curtir as atrações a bordo de veículos 4x4. Boa viagem!



sexta-feira, 22 de abril de 2022

Municípios do Submédio São Francisco avançam na elaboração dos PMSB

Nesta semana, os municípios baianos de Umburanas, Sobradinho, Ourolândia e Campo Formoso, além de Dormentes, Santa Filomena e Afrânio, em Pernambuco, que estão em fase de elaboração dos Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB), avançaram para as etapas finais de execução do documento. Na última terça-feira (19), a população da cidade de Umburanas participou da segunda conferência municipal que trata da etapa de apresentação dos resultados obtidos na fase de Programas, Projetos e Ações.

O documento, que deve se tornar obrigatório para o planejamento dos municípios, define as ações a serem executadas em um horizonte de 20 anos garantindo soluções coletivas para os quatro eixos do saneamento básico: abastecimento de água, drenagem de águas pluviais, coleta e destinação de resíduos sólidos e esgotamento sanitário. O PMSB, financiado integralmente pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, é executado pela Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos (COBRAPE), empresa contratada pelo CBHSF através da Agência Peixe Vivo.

De acordo com o estudo apresentado para a cidade de Umburanas, mediante as carências apontadas na fase de diagnóstico, o município deve propor uma adequação da estrutura jurídico-institucional e administrativa do saneamento básico tornando viável a instituição da política municipal de saneamento básico e a revisão do plano, além da criação de um fundo municipal específico ao setor, entre outras deliberações. Para os problemas de cada eixo, o documento propôs ações para a otimização e melhorias do sistema de abastecimento de água, ampliação dos sistemas de esgotamento sanitário, ampliação e estruturação dos serviços de coleta, tratamento e disposição final dos resíduos sólidos e do sistema de drenagem das águas pluviais, além do controle ambiental.

Contribuindo com a construção do plano, o grupo de trabalho composto pela comunidade de cada cidade, acompanha integralmente todas as etapas do plano de saneamento. “Este é um trabalho importante para a nossa cidade e por isso estamos à inteira disposição para que ele ocorra da melhor forma”, afirmou o secretário de meio ambiente de Umburanas, Agelandio dos Santos Carvalho.

Representando a entidade delegatária Agência Peixe Vivo, a coordenadora técnica, Paula Fontoura Procópio, lembrou que esta fase resulta na apresentação do planejamento que os municípios podem se amparar para crescer de forma equilibrada e garantindo a preservação das águas. “Estamos muito felizes em chegar nesta etapa de apresentação do planejamento do que precisa ser feito para que a população tenha um saneamento adequado”, concluiu.

As próximas etapas do PMSB compreendem a elaboração dos Mecanismos e Procedimentos de Controle e entrega do Relatório Síntese e Minuta de Lei. A previsão é que, após as considerações finais, o documento final seja concluído e entregue aos municípios até o mês de junho.

Acompanhe as próximas conferências:

Assessoria de Comunicação do CBHSF: TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social 
Texto: Juciana Cavalcante
Foto: Leo Boi

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Pesquisadores da Universidade da Califórnia trocam experiências com Ceará sobre eficiência do uso da água na Agricultura.

Ascom Sedet - Texto e Fotos



Na última segunda-feira (19), o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), Maia Júnior, acompanhado do executivo do Agronegócio da Sedet, Sílvio Carlos Ribeiro, recebeu os pesquisadores da Universidade da Califórnia (Davis) Daniele Zaccaria e Richard Snyder. Os professores vieram para Fortaleza ministrar palestras sobre o uso eficiente de água na agricultura e apresentar técnicas voltadas para a agricultura irrigada aplicadas no estado norte-americano, cujo clima se assemelha ao do semiárido nordestino.

A missão é financiada pelo Banco Mundial, inédita no Brasil, que tem o objetivo de melhorar a gestão da água no Ceará. “A ideia é fazer uma conexão Sedet e Funceme unindo o conhecimento dos americanos em agricultura irrigada, a fim de gerar emprego e renda nas regiões atendidas. Os pesquisadores iniciarão por Limoeiro do Norte, municípios da Região do Cariri e posteriormente na transposição do rio São Francisco”, disse o executivo Silvio Carlos.

Para o secretário Maia Júnior, mesmo com as limitações de recursos hídricos, o agronegócio cearense tem procurado se adptar. “Estamos evoluindo, partindo de uma lógica que a água é limitada. Temos que apostar em culturas que permitam uso mais de racional de água e ganhar escala”, avaliou.

“A Califórnia, que se destaca no cultivo de frutas e castanhas, tem um clima semelhante ao do Ceará e também sofre com problemas de acesso à água para a agricultura”, disse Zaccaria. As boas práticas vivenciadas por eles poderão ser utilizadas com o intuito de aumentar a produtividade da agricultura irrigada no Ceará.

Na manhã de terça-feira (19), Silvio Carlos abriu a palestra “As experiências da Califórnia com a eficiência do uso da água na Agricultura”, que aconteceu na Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faec) e foi ministrada pelos especialistas estrangeiros. O secretário-executivo do agronegócio acredita que conhecer esses estudos e a suas expertises farão toda a diferença para uma futura aplicação em solo cearense.





Chuva eleva nível do Rio São Francisco e barragem de Sobradinho tem aumento na vazão.

Aumento será gradativo, de 1.500 m³ por segundo para 2.300 m³ por segundo. No início deste mês, a barragem atingiu 100% de sua capacidade, que é de 34,1 bilhões de m³ de água.

Reservatório de Sobradinho chega a 100% do volume útil após 13 anos — Foto: Carlos José de Sousa

A chuva que cai na região norte da Bahia, por causa de uma frente fria que chegou ao estado oriunda da região sul, elevou o nível do Rio São Francisco. Com isso, a Barragem de Sobradinho terá um aumento gradativo na vazão a partir desta terça-feira (19).

Nas últimas semanas, a vazão de defluência – que é a quantidade de água liberada – estava sendo diminuída, por causa da escassez de chuva. Agora, ela será aumentada gradativamente de 1.500 m³ por segundo para 2.300 m³ por segundo.

A medida foi adotada pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) e pode afetar a população ribeirinha que vive na região, por isso, é importante que os moradores estejam atentos à possibilidade de precisar deixar imóveis, para evitar alagamentos e prejuízos.

No início deste mês, a Usina Hidrelétrica de Sobradinho atingiu 100% de sua capacidade, que é de 34,1 bilhões de m³ de água. A última vez que essa marca foi alcançada foi há 13 anos, em 2009.

Movimento Ambientalista da Região das Hortênsias comemora 20 anos.

 

No próximo dia 19 de abril, a ONG MARH comemora 20 anos de atuação pela proteção do meio ambiente.

A Região das Hortênsias é conhecida como um lugar de natureza exuberante, com muitas belezas naturais e qualidade de vida. Foi pensando nisso que no dia 19 de abril de 2002, nasceu o Movimento Ambientalista da Região das Hortênsias, o MARH, formado por um grupo de pessoas da comunidade preocupado em apontar e propor soluções para os problemas que ameaçam o nosso bem mais precioso: o meio ambiente.

Nestes 20 anos, a ONG ambientalista tem marcado sua presença e liderança por meio de várias ações, dentre elas destacamos:

Educação ambiental e consumo consciente – realizou atividades em escolas e nove edições do Brique da Troca e da Barganha e três edições da Feira da Sustentabilidade.

Combate à poluição ambiental – executou junto a Prefeitura Municipal de Gramado e a iniciativa privada o projeto de reciclagem de lâmpadas, pilhas e baterias, dando destinação correta a estes resíduos.

Melhora da preservação da paisagem urbana e rural – incentivou e colaborou na implantação da Lei das Placas, em Gramado.

Alerta para a falta de saneamento e a consequente poluição das águas – fez campanhas de coleta e análise de água em vários arroios de Gramado e apoiou ações em Canela.

Além disso, o MARH defende a causa ambiental participando de conselhos municipais e regionais, como o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Canela e de Gramado e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Caí.

Todas estas ações têm como objetivo: a preservação ambiental, o cuidado com a fauna e a flora, a manutenção da qualidade da água e um planejamento urbano sustentável de forma a garantir qualidade de vida para quem mora e visita a Região das Hortênsias (Gramado, Canela, Nova Petrópolis e São Francisco de Paula).

O aniversário da ONG MARH é um marco no amadurecimento e na evolução do movimento ambientalista.

terça-feira, 19 de abril de 2022

LULA DEBATE COM AMBIENTALISTAS O CONTROLE DO DESMATAMENTO E PROTEÇÃO AMBIENTAL COM DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO.

 

Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu hoje (18) com ambientalistas e pesquisadores para debater a situação atual das políticas públicas e propostas para a proteção do Meio Ambiente e do desenvolvimento sustentável no Brasil. Para reforçar o combate ao desmatamento, foram discutidas ações como o fortalecimento do Ibama, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm). 

“É a primeira decisão a ser tomada. Reduzimos o desmatamento de forma substancial em um esforço gigantesco que está sendo perdido, com 300% a mais de área desmatada no atual governo”, ressaltou o ex-ministro Aloizio Mercadante, presidente da Fundação Perseu Abramo (FPA), onde ocorreu o encontro, de forma presencial e on-line.

Mercadante disse ainda que outra iniciativa que pode ser tomada é a criação do Instituto Tecnológico da Amazônia, para estimular pesquisa, gerar valor agregado, verticalizar a estrutura produtiva da região. “Tivemos um exemplo interessante do açaí, que gera cerca de R$ 1 bilhão na produção. No entanto, nos EUA, o açaí é processado e vira cerca de 50 produtos diferentes, que geram 15 bilhões de dólares. Precisamos gerar valor agregado e para isso precisamos de um novo tipo de indústria, que valorize a produção regional”, acrescentou o ex-ministro.

Para Mercadante, os governos do PT provaram que é possível controlar os desmatamentos nos diversos biomas brasileiros, especialmente no mais vigiado deles, a Amazônia, e aliar isso com desenvolvimento. O que é necessário, segundo ele, é ampliar o alcance desse trabalho.

“Precisamos de uma convergência para o Brasil impedir o desmatamento da Amazônia. O sul da Amazônia em especial vive um processo de desestabilização, com árvores morrendo mais cedo e regimes de chuva descontrolados. Estamos muito perto do ponto de não-retorno. Hoje recebemos muitas sugestões de combate ao desmatamento, retomar o fortalecimento o Ibama, do ICMBio, dos sistemas de monitoramento”, destacou.

Segundo Mercadante, outras propostas que podem ajudar a retomar a agenda da preservação ambiental aliada ao desenvolvimento do país também passa pela criação de uma universidade dos povos indígenas, que inclua os saberes originários à produção científica brasileira, a sugestão de uma empresa nos mesmos moldes da Embrapa voltada à biodiversidade e a inclusão de um S a mais no BNDES, para que o banco fomente ações de sustentabilidade.

Debate com a sociedade

O ex-presidente Lula pediu esforços aos participantes para debater com a sociedade brasileira a ideia de que a proteção ambiental não é inimiga do desenvolvimento econômico e do progresso. “É preciso que a gente convença a sociedade que isso é uma possibilidade. Quando a gente fala em benefício para a humanidade é lindo, mas a pessoa que está lá precisa ser incluída, saber que vai ter emprego, escola, saúde. Vamos melhorar as coisas, vamos gerar empregos, oportunidades”, disse o ex-presidente.

O encontro contou com a participação de Carlos Nobre, ex-presidente da Capes e do painel intergovernamental do IPCC (o comitê da ONU para combate às mudanças climáticas), do senador Jaques Wagner, presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, do economista Ricardo Abramovay, professor da FEA-USP, do ambientalista André Guimarães, da ex-ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, dos ativistas Carlinhos dos Anjos e Claudinha Pinho, ambos dirigentes do Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais, da economista Esther Bemerguy, ex-secretária de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento no governo Dilma, de Sueli Araújo, ex-presidenta do Ibama.

Também participaram, em nome de seus partidos, o senador Randolfe Rodrigues, da Rede Sustentabilidade, o ex-deputado federal Eron Bezerra, do PC do B, o deputado federal Zé Carlos, do PV, o vice-presidente da Fundação João Mangabeita, Alexandre Navarro, do PSB, além do ex-governador do Piauí, Wellington Dias (PT)

 

Serviço Geológico do Brasil identifica áreas de risco nos Cânions do Xingó entre AL, SE e BA

 
Cânions do Rio São Francisco / Foto: Ascom CPRM

Relatório de avaliação geotécnica dos Cânions do Xingó, situado entre os estados de Alagoas, Sergipe e Bahia, divulgado nesta segunda-feira, 18, pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), confirmou que dos 19 pontos analisados considerando o grau de perigo e risco para eventos de movimentação gravitacional de massa - deslizamentos, processos hídricos e erosão, 13 foram classificados como de perigo alto, três como perigo moderado e três como perigo baixo.

A assessoria de Comunicação do CPRM explicou que a avaliação foi realizada em atendimento à solicitação protocolada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade de Sergipe, e foi realizada entre os dias 14 e 24 de fevereiro, contemplando os municípios de Canindé do São Francisco (SE), Piranhas (AL), Delmiro Gouveia (AL), Olho D’Água do Casado (AL) e Paulo Afonso (BA).

A avaliação na região foi realizada pelos geólogos do SGB-CPRM Anselmo Pedrazzi, Fernando Cunha e Rubens Dias, com o acompanhamento de representantes da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros dos três estados, além de técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf).

Com os estudos, o SGB-CPRM busca registrar e caracterizar as principais áreas visitadas por turistas que contenham áreas suscetíveis à ocorrência de processos geológicos que possam culminar em desastres, colocando em risco os visitantes; subsidiar os gestores públicos na tomada de decisões voltadas à prevenção, mitigação e resposta a desastres provocados; e contribuir com a definição de critérios para disponibilização de recursos públicos destinados ao financiamento de intervenções nas áreas afetadas por movimentos de massa, enchentes, inundações e enxurradas.

A avaliação foi motivada pelo evento ocorrido no lago da Represa de Furnas, na região do município de Capitólio, em Minas Gerais, no mês de janeiro. A semelhança entre os cenários, de ambas atrações turísticas, serviu de alerta aos responsáveis pela administração das áreas turísticas na região do Cânion do Xingó, de que algo semelhante pudesse ocorrer. Chegaram, então, à conclusão de que era necessário realizar uma vistoria preventiva com o intuito de fomentar o aumento da segurança dos visitantes e demais frequentadores.

Segundo os pesquisadores em geociências do SGB-CPRM, devido a sua vastidão e sua complexidade geológica, existem variadas conformações de terreno nos Cânions. Todavia, em geral, as margens do Lago de Xingó são suscetíveis a movimentos gravitacionais de massa em praticamente toda sua extensão. Seus paredões, nos trechos de maior amplitude, podem chegar aos 80 metros de altura, o equivalente a um prédio de 25 andares e suas inclinações chegam a ser negativas, literalmente formando tetos sobre as águas do lago.

Os principais processos identificados foram: Tombamento rochoso, causado por um movimento em arco de um fragmento de rocha solto, apoiado apenas pela base; Queda de blocos, causado por um movimento de queda livre, de fragmentos de rocha, normalmente ligados ao paredão apenas lateralmente, sem apoio para a base; Rolamento de blocos, causado por fragmentos de rocha que podem rolar ou quicar devido a perda de apoio ou atrito em superfícies inclinadas; Desplacamento, causado pelo desprendimento de lajes ou placas rochosas, em um movimento deslizante sobre superfícies inclinadas.

Cânions do Rio São Francisco / Foto: Ascom CPRM

Os locais analisados foram organizados nas seguintes classificações: áreas associadas a movimentos gravitacionais de massa; áreas de risco geológico associadas a processos hídricos; áreas a serem monitoradas e áreas sem necessidade de monitoramento. Ao detalhar as peculiaridades de cada local, os pesquisadores descrevem no relatório que a região dos cânions do lago Xingó, apresenta, em sua maior parte, condições potenciais para a ocorrência de movimentos gravitacionais de massa, ao longo de seus paredões e taludes naturais.

“Suas amplitudes e declividades, ultrapassam consideravelmente e frequentemente, os parâmetros mais conservadores, requeridos nas normas em vigor. O padrão de fraturamento, bem como a frequência das fraturas no maciço rochoso, contribuem para as condições de erodibilidade e consequentemente, sua oferta de material rochoso suscetível a instabilidades. Além de sua vulnerabilidade natural, foi constatado em alguns dos pontos visitados, a existência de infraestruturas permanentes e móveis, onde ocorre a permanência de turistas e moradores da região, de forma frequente. Essas estruturas usadas durante as visitações, estão localizadas principalmente junto aos paredões do cânion, a distâncias menores que a própria altura dos paredões. Diante destes fatos, deve se afirmar, que existe a possibilidade de ocorrer acidentes movimentos gravitacionais de massa (deslizamentos, queda e rolamento de blocos, desplacamentos, tombamentos) a processos e hídricos de alta energia”, diz trecho do relatório.

Os pesquisadores encerram o documento com sugestões aos gestores públicos para adoção de medidas para resguardar a segurança dos que frequentam as regiões, considerando medidas de monitoramento, fiscalização e educativas; limitação de acesso a determinadas áreas; desenvolvimento de estudos geotécnicos e hidrológicos; entre outras.

Fonte: https://www.cadaminuto.com.br/

Rio agitado faz águas passarem por comportas da Barragem de Sobradinho

 

Foto: Blog do Carlos Britto


Com 100% do seu volume útil há alguns dias, a Barragem de Sobradinho (BA) gerou momentos de susto para quem visitava o local no último final de semana.

Um vídeo registrado por um leitor mostra a força das águas do Rio São Francisco, que chegam a transpor em pequena quantidade pelas comportas da barragem (confiram o vídeo abaixo). A Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) chegou, inclusive, a alertar as pessoas, por meio de carro de som, sobre o perigo do rio agitado.

Por: Carlos Britto.

Submédio São Francisco receberá a primeira expedição científica em agosto de 2022

 


Resultado da parceria entre o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco através da Câmara Consultiva Regional do Submédio São Francisco, Universidades e Institutos dos Estados de Pernambuco e Bahia, a Primeira Expedição Científica do Submédio São Francisco – Um olhar sócio-ambiental será realizada entre os dias 14 e 20 de agosto, no entorno da calha principal, compreendendo oito municípios dos dois estados.

Em Pernambuco, as cidades de Jatobá, Itacuruba, Petrolina e Lagoa Grande, e na Bahia, Paulo Afonso, Glória, Rodelas e Juazeiro receberão ações de monitoramento da qualidade da água, pesca e aquicultura, educação ambiental, saúde, biodiversidade, ciências sociais e humanas, apropriação e instrumentação tecnológica em comunidades tradicionais, fomento à gestão participativa dos recursos hídricos, implantação de unidades demonstrativas de pequeno porte, ações participativas em agroecologia – programa de saneamento rural (fossas agroecológicas) e fauna e flora do entorno.

Em torno de 48 pesquisadores serão distribuídos em equipes multidisciplinares trabalhando por terra e pelo rio, com apoio de embarcações, realizando ações de pesquisa e extensão.

O objetivo da expedição é caracterizar os recursos hídricos e naturais em trechos do submédio São Francisco e no seu entorno, o uso e ocupação do solo e as condições sociais, caracterizar a qualidade de água bruta utilizada para abastecimento de comunidades rurais, monitorar a qualidade de água em trechos estratégicos, caracterizar a fauna e flora em trechos estratégicos do submédio, caracterizar áreas piloto em perímetros irrigados quanto ao manejo de irrigação, e em engenharia de água e solo, identificar locais apropriados para implantação futura de unidades demonstrativas de reuso de água e fossas agroecológicas, propiciar informações terrestres estratégicas para implantação de monitoramento permanente por sensoriamento remoto, e fornecimento de dados básicos georreferenciados para o Sistema de Informações SIGA São Francisco e realizar diagnósticos em comunidades ribeirinhas, do ponto de vista ambiental, social e de saúde única.

“Estamos entrando em uma nova etapa de organização do evento, onde ele já está definido em termos de data e ações. Agora, também alinhamos as divisões de tarefas que ficarão sob a responsabilidade da equipe de coordenação da Expedição, isso para que cada setor tenha a atenção necessária para ocorrer de modo a dar a atenção que cada demanda vai exigir”, explicou o coordenador da Câmara Consultiva Regional do Submédio São Francisco, Claúdio Ademar.

As ações feitas pelas equipes embarcadas devem compreender o monitoramento da qualidade de água e microclimático, ictiofauna, vegetação ciliar, geoprocessamento, toxicologia e biota aquática. Já o trabalho feito por terra vai prever ações sociais em comunidades e escolas (com foco na faixa etária entre 7 e 10 anos), educação ambiental, gestão de recursos hídricos, saúde, fitoterapia, irrigação e reuso, saneamento, agroecologia, fauna, flora e biota aquática.

O monitoramento e ações sociais serão desenvolvidos no Lago de Paulo Afonso, a jusante da Barragem Luiz Gonzaga, em escolas dos municípios de Paulo Afonso e Glória. No município de Jatobá, serão visitadas colônias de pescadores e ribeirinhos.

Este trecho possui cerca de 139 km. Ações sociais e ambientais serão realizadas nos municípios de Itacuruba, Petrolândia e Rodelas. Em Itacuruba serão desenvolvidas atividades na comunidade tradicional dos indígenas Pankará, onde o Comitê da Bacia do São Francisco vem atuando com sucessivos investimentos. Em Petrolândia, a ação social será realizada na comunidade Sítio Papagaio (Mandantes), próximo à tomada d’água do Programa de Integração do São Francisco (PISF).

A jusante de Petrolina, a Expedição desenvolverá ações sociais, de educação ambiental e de monitoramento entre o entorno da foz do Riacho Vitória. Ao todo, serão cerca de 25 pontos de monitoramento. O percurso foi dividido em 04 trechos que compreendem o primeiro trecho de Paulo Afonso até a jusante da usina hidrelétrica Luiz Gonzaga/Petrolândia. O segundo trecho será realizado entre Petrolândia à Barra do Tarrachil e os últimos dois trechos atenderão de Lagoa Grande à Petrolina-Juazeiro e Sobradinho.

CBHSF Texto Juciana Cavalcante *Fotos: Emerson Leite; Juciana Cavalcante.

Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pajeú


O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pajeú foi homologada pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos em 13 de setembro de 2000, através da Resolução nº03/2000.

O Comitê do Rio Pajeú é composto por 25 membros titulares e seus respectivos suplentes, distribuídos por segmento:
a) Poderes públicos - 10 vagas titulares (40%);
b) Instituições da sociedade civil - 05 vagas titulares (20%) e;
c) Usuários de água - 10 vagas titulares (40%).

A estrutura do Comitê compreende:
1 - Plenário;
2 - Diretoria Colegiada;
3 - Câmaras Técnicas;
4 - Grupos de Trabalho.

O processo eleitoral tem a função de revigorar a representação social no âmbito do Comitê. Na eleição, instituições que atuam na bacia hidrográfica são escolhidas entre seus pares para compor o Plenário do Comitê de modo a garantir a melhor representatividade nos três segmentos.

O Comitê também elege, por maioria absoluta, uma direção colegiada, constituída por um(a) presidente, um(a) vice-presidente e um(a) secretário(a) executivo(a).

O mandato tem duração de três anos e os representantes das instituições não são remunerados pelo Comitê.

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pajeú realiza, anualmente, 02 reuniões ordinárias e se reúne extraordinariamente sempre que necessário. As reuniões plenárias são convocadas com 10 dias de antecedência e são abertas ao público com direito a voz.

São atribuições do Plenário do Comitê:
I - discutir e votar todas as matérias submetidas ao Comitê;
II - apresentar propostas e sugerir matérias para a apreciação do Comitê;
III - pedir vista de documentos;
IV - solicitar ao Presidente a convocação de sessões extraordinárias, justificando seu pedido formalmente, desde que a solicitação esteja assinada por um quinto dos representantes do comitê;
V - propor a inclusão de matéria na ordem do dia, até mesmo para sessões subsequentes, bem como prioridade de assuntos das matérias constantes;
VI - requerer votação nominal, que será encaminhada de acordo com a decisão do Plenário;
VII - fazer constar em ata seu ponto de vista discordante, ou do órgão que representa;
VIII - propor convite, quando necessário, de pessoas ou representantes de instituições, públicas ou privadas, para participarem de sessões específicas para trazer subsídios às deliberações do Comitê, com direito a voz, obedecidas às condições previstas neste Estatuto;
IX - propor a criação de câmaras técnicas e grupos de trabalho e
X - votar e ser votado para os cargos previstos no Estatuto.

O Nosso rio Pajeú.

Foto: Josélia Menezes

Fonte: http://caderno1.com.br/rr/

Passagem molhada (Floresta – Dez/2013)
Fonte: http://blogdoelvis.ne10.uol.com.br/index.php/o-fato-e-a-foto-cheia-tomou-o-pajeu-ha-93-anos/

Passagem molhada (Floresta – Set/2017)
Foto: Josélia Menezes/

Ponte sobre o Rio Pajeú – Flores 1924
Foto: João Duque Filho
Fonte: http://blogdoelvis.ne10.uol.com.br/index.php/o-fato-e-a-foto-cheia-tomou-o-pajeu-ha-93-anos/

Enchente do Rio Pajeú – Floresta 1950
Foto: Dierson Ribeiro.
http://blogdoelvis.ne10.uol.com.br/index.php/o-fato-e-a-foto-ha-50-anos-cheia-do-rio-pajeu-assustou-sertanejos/

Membros do Comitê – 2016/2019