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Meio Ambiente; Recursos Naturais; Recursos Hidricos; Rio São Francisco; Bacia Hidrografica do Rio São Francisco; Comites de Bacias Hidrograficas; ...
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
BOLETIM ÁGUA – Nº 24 JANEIRO DE 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Congresso da PJMP: 30 anos de Fé e vida no Meio Popular
Movidos pela mística que embalou os 5 dias de Congresso da PJMP – Pastoral da Juventude do Meio Popular no Santuário do Bom Jesus da Lapa às margens do rio São Francisco, mais de 4000 jovens disseram não a Transposição do rio São Francisco. Estes jovens vieram de várias partes do Brasil, e o objetivo era celebrar os 30 anos de história e vida desta pastoral que fez e faz história no Meio Popular.
Foram momentos marcantes de trocas de conhecimento, que foram animados pela fé em um Mundo mais justo e humano. No momento em que milhares de pessoas se reúnem em Belém no Fórum Social Mundial, os jovens organizados na PJMP dão um grande exemplo de esperança, e mostram que estão em sintonia com as lutas por uma nova sociedade. Muitos destes jovens participaram de uma atividade como o Congresso pela primeira vez, mas percebe-se que todos saíram da Lapa com o coração preenchido e com a consciência de que só a luta muda a vida e de que um outro Mundo é possível.
Dentre os importantes momentos do Congresso, a realização das oficinas temáticas foi um espaço especial, onde os jovens puderam debater temas como: ética, trabalho, meio ambiente, São Francisco, a história da PJMP, cultura dentre outros. Ricos espaços de troca dos conhecimentos trazidos por cada jovem, e que aqui se somaram a realidade da Bacia do São Francisco com suas contradições e riquezas.
As culturais sempre muito animadas fizeram com que os jovens percebessem a importância da Festa para as lutas no Meio Popular. Foram muitos os artistas que se apresentaram e o ambiente festivo foi do Rock franciscano da Banda Mourão de Previntina, passando pelo Coco de Embolada de Pernambuco as belas canções de Paulo Gabiru e Juraildes da Cruz, a participação dos artistas Lapenses merece destaque e o belo show da Banda Fé e Axé fez todos pularem ao som do “Ileaô, Ileaô a Juventude é a Bandeira do Amor...”.
Hoje com muita animação e sem medo do sol forte, mais de 4000 jovens tomaram as ruas de Bom Jesus da Lapa apresentando a população a síntese do que foram os 5 dias de Congresso. O que se via era o compromisso assumido e a esperança de que a PJMP continue firme na caminhada, com o ideal histórico com que foi criada há 30 anos. A caminhada levou os jovens a ponte sobre o rio São Francisco, onde com palavras de ordem e muita animação apresentou-se os sonhos destes jovens e o repúdio aos inúmeros ataques a juventude, além do forte grito contrário a Transposição do São Francisco. Num ato de fé os jovens doaram um “gole d`água” ao rio que sofre com inúmeras mazelas.
O Congresso se encerra, mas a esperança de que a juventude organizada é instrumento de transformação está mais reforçada e a PJMP com os seus 30 anos de história mais madura e fortalecida. Como se sabe “o caminho se faz ao caminhar” e é com este espírito que os jovens saem da Lapa e retornam para as suas bases a fim de colocar em prática os ideais traçados neste Congresso. O tripé: “Muita luta, Muita reza e Muita Festa” soma-se ao lema “Está é a nossa conduta: é luta, é luta, é luta...” e orienta os jovens na práxis do trabalho no meio popular.
Samuel Britto, Comissão Pastoral da Terra da Bahia – Projeto São Francisco – CPP/CPT
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Corte de 20 mil na produção de frutas no Nordeste
Os importadores europeus e norte-americanos que financiavam a produção de frutas do Vale do São Francisco, por meio de adiantamentos de até R$ 300 milhões anuais em compras antecipadas, suspenderam as operações neste ano devido à crise mundial.
Descapitalizados, os fruticultores nordestinos já demitiram cerca de 20 mil pessoas e preveem uma queda de pelo menos 30% na safra 2009.
O vale é responsável por 42% das exportações de frutas do país, um negócio que movimenta US$ 800 milhões por ano. A atividade emprega 240 mil pessoas na região de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) e ocupa 120 mil hectares de terras irrigadas pelo rio São Francisco.
"A situação é bastante complicada", disse o diretor-executivo da Cooperativa Agrícola Juazeiro, Avoni Pereira dos Santos, 50. "Os compradores não estão antecipando as compras, e os preços dos produtos caíram até 70% em mercados como os Estados Unidos."
De acordo com ele, a cultura mais afetada foi a da uva, produzida por 2.200 fruticultores da região. Com a crise, o preço da caixa de 4,5 kg de uva caiu de US$ 38 para US$ 14 nos EUA. Santos estima que o prejuízo dos produtores de uva chegou a US$ 110 milhões em 2008.
O Vale do São Francisco produz 97% das uvas exportadas pelo país e 95% das mangas vendidas ao exterior. "De um lugar próspero, esse lugar passou a ser um pesadelo."
Na empresa Logus Butiá, produtora e exportadora de uvas em Petrolina (a 790 km de Recife), quase todos os empregados foram demitidos. Dos 300 funcionários, restaram 50.
Segundo Cesar Cotrim, diretor da empresa, em períodos normais de entressafra (novembro a janeiro), apenas 50 pessoas seriam demitidas. O restante seria utilizado na preparação dos pomares.
"O problema é que estamos absolutamente descapitalizados", disse Cotrim. "O preço líquido do nosso produto exportado caiu de US$ 21 em 2007 para US$ 7 em 2008, por caixa", afirmou. "Isso representa um grande desastre", declarou. "Empatamos com o custo operacional, mas não temos como pagar os compromissos."
Cotrim espera produzir neste ano apenas um terço das 2.500 toneladas de uva colhidas no ano passado. "Não há dinheiro para trabalhar a fazenda inteira", afirmou.
Na opinião do vice-presidente da Valexport (Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco), Aristeu Chaves, a saída para a crise na fruticultura não passa apenas pela concessão de novas linhas de crédito e renegociação dos débitos antigos.
Empresários e produtores da região se reúnem hoje, em Petrolina, com representantes do governo e de bancos estatais para discutir os problemas e a aplicação de uma nova linha de crédito, de R$ 200 milhões
Folha de S. Paulo - SÃO PAULO, 3 de fevereiro de 2009.