Pajeú Vivo
Meio Ambiente; Recursos Naturais; Recursos Hidricos; Rio São Francisco; Bacia Hidrografica do Rio São Francisco; Comites de Bacias Hidrograficas; ...
sábado, 18 de junho de 2022
QUEM LEMBRA DA PRAINHA DO RIO PAJEÚ EM AFOGADOS DA INGAZEIRA?
sexta-feira, 13 de maio de 2022
Poluição das águas e contaminação de peixes no Rio São Francisco
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| Pesquisadores durante Expedição Científica no Velho Chico - Foto: Arquivo/Expedição |
O relatório final sobre a 4ª edição da Expedição Científica do Rio São Francisco, promovida pela Ufal (Universidade Federal de Alagoas), foi concluído no final do mês de Abril de 2022. A expedição foi realizada entre os dias 01 e 10 de novembro de 2021 e percorreu as cidades de Piranhas, Pão de Açúcar, Traipu, São Brás, Igreja Nova, Porto Real do Colégio e Penedo, no Estado de Alagoas, e Propriá, Neópolis e Brejo Grande, em Sergipe.
Durante a expedição, 66 pesquisadores de 24 instituições de ensino parceiras do projeto percorreram as águas do Velho Chico de Piranhas, Sertão de Alagoas, até a foz entre Piaçabuçu (AL) e Brejo Grande (SE).
O deslocamento dos pesquisadores foi feito em dois grandes barcos, utilizados também como alojamento e como laboratório para a agilizar a realização das análises do material coletado ao longo do trajeto, como amostras da água, da fauna e da flora ribeirinha.
O relatório final da expedição constata que o incremento de vazões maiores no leito do rio a partir de 2020, contribuiu para uma pequena recuperação da Bacia do São Francisco, isso após o rio passar por períodos críticos de estiagem e diminuição de vazões entre os anos de 2013 e 2018.
As alterações de vazões geram impactos positivos e negativos sobre a Bacia do São Francisco em Alagoas, conclui o relatório, composto por 28 capítulos e 600 páginas, detalhando a situação do rio.
O relatório final, que vai virar um livro, já está sendo preparado, abordando temas relacionados aos aspectos da pesquisa.
Resultados
Em relação à contaminação das águas do Rio São Francisco, o relatório aponta para um elevado índice de coliformes fecais detectados no leito do Velho Chico, mesmo com o aumento da vazão em 2020 e 2021, além da contaminação de algumas espécies de elevado nível trófico na cadeia alimentar do ecossistema do rio por metais pesados, a exemplo do mercúrio.
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| Expedição Científica no Rio São Francisco. Foto: reprodução |
As pesquisas e análises também, constataram a presença de pesticidas na água, identificando 14 tipos diferentes do produto dentre os 31 tipos avaliados. Dentre os compostos identificados, três foram classificados como extremamente tóxico, seis foram classificados como altamente tóxico e cinco, como grau médio de toxidade.
Em relação à fauna ribeirinha, os pesquisadores identificaram que mais de 60% das capturas de peixes feitas pelos pescadores ribeirinhos é composta por apenas duas espécies, ambas de baixo valor econômico. A boa notícia é que foram encontradas mais espécies de pescado, das quais, estão em estudos duas espécies de peixes que possivelmente seriam novas na região.
A expedição científica também detectou a presença altos níveis de salinidade na água, além da fragmentação das áreas de mata ciliar que margeia o Velho Chico e baixa fertilidade do solo, também com alta concentração de sal em sua composição.
Em relação à histopatologia, termo utilizado para identificar como uma doença específica afeta um conjunto de células, o diagnóstico histopatológico mostrou que em 100% das amostras analisadas durante o período da expedição, os peixes possuíam algum tipo de alteração patológica, seja no fígado ou nas brânquias.
Já sobre a genotoxicidade, capacidade que algumas substâncias têm de induzir alterações no material genético de organismos a elas expostos, provocando o surgimento de cânceres e doenças hereditárias, os maiores níveis de anormalidades celulares e estresse foram encontrados nos municípios de Piranhas e Penedo;
O relatório também aponta que, com as constantes mudanças nas vazões e despejos indiscriminados de efluentes domésticos, o ambiente sofre enormes consequências com o surgimento de cianobactérias potencialmente tóxicas e florações de dinoflagelados e aumento significativo de algas verdes filamentosas;
Sobre a fauna ribeirinha, foram encontradas cerca de 50 espécies de aves e mamíferos no Baixo São Francisco durante a expedição.
Educação Ambiental
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| Trecho da cartilha sobre o plástico nos oceanos. Foto: reprodução |
Além de participarem da elaboração do relatório, pesquisadores expedicionários lançaram também duas cartilhas educativas: uma delas sobre o perigo dos plásticos nos oceanos, e a outra, sobre as boas práticas de manipulação de pescado para feirantes. Mais informações sobre as publicações podem ser acessadas através do perfil no instagram @expedicao_saofrancisco através do link: https://www.instagram.com/reel...
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| Trecho de cartilha sobre as boas práticas de manipulação de pescado. Foto: reprodução |
Segundo o professor Emerson Soares, as cartilhas tratam de dois temas fundamentais ao meio ambiente e à saúde pública: o uso de plásticos e o manejo de pescado; e foram viabilizadas através da parceria com a @semarhal (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos) e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piauí.
A cartilha “Plásticos: perigo nos rios e oceanos”, que tem como público-alvo estudantes da rede pública dos municípios ribeirinhos e pescadores da região. Ela aborda, de maneira didática e com uma linguagem simples, o quanto o uso de plásticos e o descarte incorreto dos mesmos prejudicam o meio ambiente, poluem as águas e trazem consequências danosas também à saúde humana, por meio dos microplásticos.
Vanildo Oliveira, engenheiro de pesca, expedicionário e professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), é o autor do conteúdo e explica a importância da temática: “Estamos na Década do Oceano, que surgiu da necessidade mundial de cuidar da saúde oceânica. O Rio São Francisco tem um grande aporte para o Oceano Atlântico, então nosso objetivo é conscientizar a população que o rio, fonte de vida e sustento para tantas pessoas, não é um depósito de lixo. Estamos apostando na conscientização, na mudança de paradigma, que as pessoas cuidem dos rios e, consequentemente dos oceanos, deixando-os saudáveis e permitindo que as espécies reproduzam e forneçam alimento sadio para a população”, esclarece.
domingo, 8 de maio de 2022
sábado, 7 de maio de 2022
É calçando ruas e jogando merda para o leito do Rio Pajeú.
“Com a câmera de um drone teríamos a dimensão desse descaso da população e saúde pública do município. Isso não é privilégio de um bairro, é a mais democrática negligência que já vi em uma cidade. Some-se a isso redes de esgotos a céu aberto, falta de tratamento de esgotamento sanitário. É calçando ruas e jogando merda para outros locais, incluindo leito do Rio Pajeú. É a contribuição dos serviços públicos e da população para produzir mais doenças e destruir do meio ambiente”, explicou Nunes.
O colunista do Farol de Notícias, Édson Nunes, fez uma denuncia ‘bombástica’ que revela o descaso da Vigilância Sanitária no bairro Bom Jesus, em Serra Talhada - PE, que parece ignorar a existência do mosquito Aedes Aegypti. Ele provoca o órgão a montar uma ‘força tarefa’ no bairro, que está repleto de caixas d’águas abertas. O caso foi registrado na Rua José Dias da Silva.
Fonte: https://faroldenoticias.com.br/
Riacho do Navio corre pro Pajeú.
Uma viagem poética de Agostinho aos dias atuais.
Por: João Luckwu - Poeta serra-talhadense.
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| Fotos: Celso García/Farol – Max Rodrigues |
A pequena Vila Bela foi erguida às margens da imponente serra que foi cortada a prumo por obra da natureza e que posteriormente deu nome à cidade de Serra Talhada. Assim descreve o poeta Simplício Lira-Pio:
“Escarpas abruptas talham nossa serra
Fragas esculpidas pela natureza
Usando os cinzéis com tanta destreza
Que a mão do escultor, precisa, não erra
Desta cordilheira uma finisterra
Com apoteose de um lado encerrar.
A serra talhada dá nome ao lugar,
Açude e planalto é o borborema,
A nossa caatinga o ecossistema
Nos dez de galope distante do mar”.
Já poeta Ivanildo Salvador expressou dessa forma:
(….)
“Vila, bela serra à sua frente
Vila, bela serra imponente
Serra, bela e majestosa
Com a qual a natureza foi tão generosa”.
A nascente do Rio Pajeú é conhecida como o berço da poesia popular e rio abaixo pela correnteza das águas essa verve chega até nossa cidade aflorando uma reluzente inspiração poética.
Relembrando a infância vivida no rio Pajeú, retrata o poeta Rui Grúdi:
“Fui um menino sapeca
do vale do Pajeú
nas caçadas de peteca
e nas roubadas de caju
Nos meus banhos de costume
subia para o curtume
nadava feito um delfim
nas pedras ralando o couro
aquilo foi um tesouro
Que o tempo roubou de mim”
(….)
No mesmo sentido segue o poeta Jesus Martins:
(….)
“Comecei a recordar
A Serra da minha infância
A talha da natureza
Uma forte correnteza
Carregando eu e tu
E o meu Pajeú que lindo
Menino rindo correndo nu
O rio Pajeú vem vindo
Menino rindo correndo nu”
O poeta João do Serrote Preto foi de uma felicidade ímpar neste sonho:
“Tive um sonho e voltei pro meu torrão
Revivi toda minha adolescência
Fui ao CIST e senti a efervescência
Das tertúlias e bailes de salão
Vi Nogueira dar “Sil” no Batukão
Fui até o curtume tomar banho
Encontrei meninada de rebanho
A correr pela areia em alarido
Acordei e fiquei entristecido
Com saudade em meu peito sem tamanho”
Serra Talhada é a segunda cidade mais importante do Sertão de Pernambuco e o principal município do Sertão do Pajeú, possuindo uma infraestrutura e localização privilegiadas, tornou-se um polo de desenvolvimento nas áreas de comércio, saúde, educação e cultura.
Assim descreveu o poeta Henrique Brandão:
“Um oásis no sertão
Cheio de oportunidades
Assim é Serra Talhada
Com suas diversidades
De cultura exuberante
De um povo cativante
Bonita por natureza
Sua localização
Bem no centro do sertão
É sinônimo de riqueza
No centro de Pernambuco
Aproxima quatro estados
Vizinha da Paraíba
Ceará fica do lado
Próxima também da Bahia
Até a geografia
Abençoou nosso chão
Muito bem localizada
Por isso Serra Talhada
É potência no sertão
Desde a sua criação
Que o comércio predomina
Uma fazenda de gado
Numa área de campina
Se tornou um expoente
Onde o seu povo valente
Tem vocação pro futuro
Terra de um povo brilhante
Que enxerga bem adiante
E investe forte e seguro
Oitocentas mil pessoas
Direta e indiretamente
Consomem algum produto
Ou serviço dessa gente
Nosso comércio é pujante
E em evolução constante
Tem muito potencial
Cada dia que amanhece
Serra Talhada só cresce
E isso é muito especial
Quarto maior polo médico
Polo educacional
Temos grandes faculdades
E um campus federal
E pra apoiar quem cresce
Temos o sistema S
Focado na formação
De uma mão-de-obra ativa
E torna mais competitiva
Esse oásis do sertão”.
(…)
Nossa Senhora da Penha é a padroeira da cidade e uma tradição é mantida há mais de dois séculos. A festa da padroeira, mais conhecida por festa de setembro, ganhou um status comercial com apresentações culturais, parques de diversões, praça de alimentação com bebidas e comidas típicas, porém sem perder o caráter religioso com celebrações de novenas na igreja matriz, encerrando com a procissão da bandeira de Nossa Senhora da Penha, que arrasta uma multidão de fiéis pelas ruas da cidade numa demonstração de fé e devoção.
Desse modo define o poeta Ferreira Júnior:
“Forte é a fé católica
E muita gente se empenha
Da cidade é padroeira
Nossa Senhora da Penha
Em setembro é sua festa
Ficando a cidade aberta
A qualquer que a ela venha”
Na mesma trilha segue o poeta Amaurílio Sousa:
“Olhando Serra Talhada
Vislumbro a igreja Matriz
A fé que a força condiz
Com essa gente abençoada
Padroeira imaculada
Da princesa do sertão
Segue firme em devoção
Nossa Senhora da Penha
Dadivosa se mantenha
Em nossa intercessão”
O hino oficial de Serra Talhada foi composto com letra da professora Anália Rocha e melodia do maestro Luiz Benjamim e traz uma sensibilidade poética em sua essência:
Rosa do Sertão rude e agreste
Perdida no seio do Nordeste
À margem arenosa do rio Pajeú
Entre a flor singela do mandacaru.
Qual um novo oásis florescente
Do nosso sertão vasto e ardente
Todo viandante abriga a cidade
E dás confiança, carinho e amizade.
És ó Vila, pequenina, porém bela!
Junto ao rio que te beija com ardor
Destas plagas sertanejas, agreste flor.
E à luz do sol tropical
De princesa do Sertão tens o título real;
Vila Bela, ó querida Vila Bela!
Branco ninho de verduras engastadas
Ao sopé da rude Serra Talhada
Do granito do sertão.
E de Pernambuco és
Certamente o coração!
E de Pernambuco és
Certamente o coração!
Na canção “Vila Bela” o magistral Arnaud Rodrigues declama um amor sublime pela terra natal:
“Serra bela vila é a vila bela
Ontem vila e hoje serra
Talhada pela natureza é a nossa serra
Ontem vila e hoje bela
E as poucas luzes se acenderam
E eu vi você
Gotas caíram dos meus olhos
Por ver você
De manhã o sol rasgou o céu
E eu fui vendo tudo que era meu
Grandes corações todos abertos
Risos de irmãos e amigos meus
Grandes casarões portas abertas
Onde se acredita mais em Deus
Na capela toca o sino som dominical”…
(….)
Faço minhas as palavras do poeta Rai de Serra quando canta o orgulho de ser serra-talhadense:
(….)
“Serra Talhada
Me orgulho sou privilegiado
Por ter nascido aqui
Na Capital do Xaxado”
Nesse contexto, retratei a história da nossa terra no poema intitulado SERRA TALHADA: De Agostinho aos dias atuais:
Quando outrora Agostinho aqui chegou
Encantado ficou com a paisagem
Pajeú deu suporte na estiagem
A raiz do progresso edificou
Pouco a pouco o comércio prosperou
Despertando essa estreita vocação
Comandando a ribeira e região
Povoado cresceu, abriu cancela
E surgiu para o mundo Vila Bela
Um oásis no meio do sertão
Alpercata fazendo estardalhaço
Num embalo envolvente e singular
Inovando no jeito de dançar
Cangaceiro e fuzil no mesmo enlaço
Pelas lutas marcantes do cangaço
Lampião como rei foi coroado
E na dança aqui deixa seu legado
Um bailado aguerrido e imponente
Nossa terra ostentando uma patente
Capital brasileira do xaxado
Na política ergueu grande influência
Governando o estado Agamenon
Em Brasília Inocêncio “dando o tom”
Interino assumiu a presidência
No passado houve forte interferência
Do poder demarcando a trajetória
Eleitor sem nenhuma escapatória
Tão somente cumpria seu papel
O “chicote”, o “cabresto” e o “coronel”
Referências marcantes dessa história
E na arte eclodiu rompeu fronteiras
Na TV Arnaud ganha projeção
Marcolino, Rui Grúdi e Assisão
E o forró foi soltando as estribeiras
Na leveza de moças bem faceiras
Passarelas pro mundo descortina
Despertando este sonho de menina
O “glamour” se instalou pela cidade
Um legado ficou pra eternidade
Campeã da beleza feminina
Nos tapetes gramados do sertão
Majestoso reinou “Comercial”
Torcedor do “Serrano” em alto astral
“Ru! Ru! Ru!” a causar grande emoção
O “Ferrim” foi primeiro campeão
Veio o “Serra” alcançando nova glória
Na derrota, no empate ou na vitória
Futebol é paixão que contagia
“Pereirão” aos domingos que alegria
São lembranças guardadas na memória
A ciência se impõe com autonomia
Faculdades e cursos mais diversos
O ensino sem cunhos controversos
Trouxe a luz que encandece e irradia
Medicina, Direito, Engenharia
São pilares da nossa educação
Construindo um futuro em ascensão
Insciência faz parte do passado
O saber aqui foi consolidado
Transformando indivíduo em cidadão
Lá do alto na Praça da Matriz
Virgem Penha conduz a procissão
Em setembro cumprindo a devoção
Nossa fé pela Santa se bendiz
Criançada a brincar, sorri feliz
Carrossel, “pula pula” é uma zoeira
A cerveja com bode e macaxeira
Tradição que é mantida entre os fiéis
Filarmônica em altos decibéis
Rege a festa da madre padroeira
Nossa gente é demais hospitaleira
Uma terra por Deus abençoada
Quem visita tão logo faz morada
Externando a paixão mais verdadeira
Degustar manguzá no “mei” da feira
“Tô na Concha” animando o carnaval
Josué deu seu nome ao “Bar Central”
Fez do caldo uma marca registrada
Vem pra cá conhecer Serra Talhada
Recebendo esse abraço fraternal
E do cume da pedra do cruzeiro
Se contempla a grandeza da cidade
Que se espalha em total prosperidade
Se tornando um caminho alvissareiro
Agradece o torrão pajeuzeiro
Pela luz que emana deste chão
Qual arpejo entoando uma canção
Nossa terra traduz porto seguro
O sertão abre as portas pro futuro
E o futuro abre as portas pro sertão
Erigida tu foste ao pé da serra
De entalhes com nobre arquitetura
Esculpidos por obra da natura
Inspirando o batismo desta terra
A bravura que ao tempo se descerra
Te elevou a tornar-se emancipada
Uma história no tempo demarcada
Averbada em registro por chancela
No princípio tu foste Vila Bela
No presente tu és Serra Talhada
Fonte: https://faroldenoticias.com.br/
segunda-feira, 25 de abril de 2022
PREFEITURA DE BREJINHO PLANTA 50 MUDAS DE ÁRVORES NATIVAS NA NASCENTE DO RIO PAJEÚ
Nesta sexta-feira (22) a Prefeitura Municipal de Brejinho, através da Secretaria de Agricultura, em parceria com o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável e o Conselho Municipal de Meio Ambiente, realizaram o de plantio de 50 mudas de espécies nativas na nascente do Rio Pajeú, na comunidade rural de Brejinho dos Ferreiras.
Foi um importante momento para impulsionar a preservação da nascente e da sua flora local. Estavam presentes o Prefeito Gilson Bento, o Vice-prefeito Josinaldo Alves, a Secretária de Agricultura Aurivoneide Santos, secretários de demais pastas, o presidente do CONDEMA Advogado Allan Leite, representantes dos Conselhos Municipais e Câmara de Vereadores. Alunos da Escola Municipal José Gomes de Almeida, localizada próximo a comunidade onde nasce o Rio Pajeú, também participarem do Ato de Arborização, com intuito de mostrar a importância do reflorestamento para manter viva a área da nascente.
O importante rio que leva o nome da nossa região e que já foi citado em música de Luiz Gonzaga nasce em Brejinho. Sua água além de contribuir para os agricultores locais, também nos presenteia com suas histórias místicas.
Por Marcelo Patriota
sábado, 23 de abril de 2022
NASCENTE DO RIO SÃO FRANCISCO - PARQUE NACIONAL DA SERRA DA CANASTRA
A cachoeira Casca D'anta é a primeira grande queda do Rio São Francisco, que nasce no Parque Nacional da Serra da Canastra.
Para conhecer a nascente do São Francisco, o ponto de partida é a cidade de São Roque de Minas (MG), que é acessada pela MG 341, uma estrada repleta de curvas. São Roque fica a 520 km de São Paulo (SP), 675 km do Rio de Janeiro (RJ) e 330 km de Belo Horizonte (MG).
Para rodar pelo Parque, o ideal é uma moto trail ou big trail, por conta dos buracos e erosões, porém, muita gente visita as atrações com modelos street, naked e até custom. Caso não queira encarar as estradas de terra, é possível contratar um guia e curtir as atrações a bordo de veículos 4x4. Boa viagem!
sexta-feira, 22 de abril de 2022
Municípios do Submédio São Francisco avançam na elaboração dos PMSB

Nesta semana, os municípios baianos de Umburanas, Sobradinho, Ourolândia e Campo Formoso, além de Dormentes, Santa Filomena e Afrânio, em Pernambuco, que estão em fase de elaboração dos Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB), avançaram para as etapas finais de execução do documento. Na última terça-feira (19), a população da cidade de Umburanas participou da segunda conferência municipal que trata da etapa de apresentação dos resultados obtidos na fase de Programas, Projetos e Ações.
O documento, que deve se tornar obrigatório para o planejamento dos municípios, define as ações a serem executadas em um horizonte de 20 anos garantindo soluções coletivas para os quatro eixos do saneamento básico: abastecimento de água, drenagem de águas pluviais, coleta e destinação de resíduos sólidos e esgotamento sanitário. O PMSB, financiado integralmente pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, é executado pela Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos (COBRAPE), empresa contratada pelo CBHSF através da Agência Peixe Vivo.
De acordo com o estudo apresentado para a cidade de Umburanas, mediante as carências apontadas na fase de diagnóstico, o município deve propor uma adequação da estrutura jurídico-institucional e administrativa do saneamento básico tornando viável a instituição da política municipal de saneamento básico e a revisão do plano, além da criação de um fundo municipal específico ao setor, entre outras deliberações. Para os problemas de cada eixo, o documento propôs ações para a otimização e melhorias do sistema de abastecimento de água, ampliação dos sistemas de esgotamento sanitário, ampliação e estruturação dos serviços de coleta, tratamento e disposição final dos resíduos sólidos e do sistema de drenagem das águas pluviais, além do controle ambiental.
Contribuindo com a construção do plano, o grupo de trabalho composto pela comunidade de cada cidade, acompanha integralmente todas as etapas do plano de saneamento. “Este é um trabalho importante para a nossa cidade e por isso estamos à inteira disposição para que ele ocorra da melhor forma”, afirmou o secretário de meio ambiente de Umburanas, Agelandio dos Santos Carvalho.
Representando a entidade delegatária Agência Peixe Vivo, a coordenadora técnica, Paula Fontoura Procópio, lembrou que esta fase resulta na apresentação do planejamento que os municípios podem se amparar para crescer de forma equilibrada e garantindo a preservação das águas. “Estamos muito felizes em chegar nesta etapa de apresentação do planejamento do que precisa ser feito para que a população tenha um saneamento adequado”, concluiu.
As próximas etapas do PMSB compreendem a elaboração dos Mecanismos e Procedimentos de Controle e entrega do Relatório Síntese e Minuta de Lei. A previsão é que, após as considerações finais, o documento final seja concluído e entregue aos municípios até o mês de junho.
Acompanhe as próximas conferências:


Assessoria de Comunicação do CBHSF: TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
Texto: Juciana Cavalcante
Foto: Leo Boi
quarta-feira, 20 de abril de 2022
Pesquisadores da Universidade da Califórnia trocam experiências com Ceará sobre eficiência do uso da água na Agricultura.
Ascom Sedet - Texto e Fotos
Na última segunda-feira (19), o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), Maia Júnior, acompanhado do executivo do Agronegócio da Sedet, Sílvio Carlos Ribeiro, recebeu os pesquisadores da Universidade da Califórnia (Davis) Daniele Zaccaria e Richard Snyder. Os professores vieram para Fortaleza ministrar palestras sobre o uso eficiente de água na agricultura e apresentar técnicas voltadas para a agricultura irrigada aplicadas no estado norte-americano, cujo clima se assemelha ao do semiárido nordestino.
A missão é financiada pelo Banco Mundial, inédita no Brasil, que tem o objetivo de melhorar a gestão da água no Ceará. “A ideia é fazer uma conexão Sedet e Funceme unindo o conhecimento dos americanos em agricultura irrigada, a fim de gerar emprego e renda nas regiões atendidas. Os pesquisadores iniciarão por Limoeiro do Norte, municípios da Região do Cariri e posteriormente na transposição do rio São Francisco”, disse o executivo Silvio Carlos.
Para o secretário Maia Júnior, mesmo com as limitações de recursos hídricos, o agronegócio cearense tem procurado se adptar. “Estamos evoluindo, partindo de uma lógica que a água é limitada. Temos que apostar em culturas que permitam uso mais de racional de água e ganhar escala”, avaliou.
“A Califórnia, que se destaca no cultivo de frutas e castanhas, tem um clima semelhante ao do Ceará e também sofre com problemas de acesso à água para a agricultura”, disse Zaccaria. As boas práticas vivenciadas por eles poderão ser utilizadas com o intuito de aumentar a produtividade da agricultura irrigada no Ceará.
Na manhã de terça-feira (19), Silvio Carlos abriu a palestra “As experiências da Califórnia com a eficiência do uso da água na Agricultura”, que aconteceu na Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faec) e foi ministrada pelos especialistas estrangeiros. O secretário-executivo do agronegócio acredita que conhecer esses estudos e a suas expertises farão toda a diferença para uma futura aplicação em solo cearense.
Chuva eleva nível do Rio São Francisco e barragem de Sobradinho tem aumento na vazão.
Aumento será gradativo, de 1.500 m³ por segundo para 2.300 m³ por segundo. No início deste mês, a barragem atingiu 100% de sua capacidade, que é de 34,1 bilhões de m³ de água.
A chuva que cai na região norte da Bahia, por causa de uma frente fria que chegou ao estado oriunda da região sul, elevou o nível do Rio São Francisco. Com isso, a Barragem de Sobradinho terá um aumento gradativo na vazão a partir desta terça-feira (19).
Nas últimas semanas, a vazão de defluência – que é a quantidade de água liberada – estava sendo diminuída, por causa da escassez de chuva. Agora, ela será aumentada gradativamente de 1.500 m³ por segundo para 2.300 m³ por segundo.
A medida foi adotada pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) e pode afetar a população ribeirinha que vive na região, por isso, é importante que os moradores estejam atentos à possibilidade de precisar deixar imóveis, para evitar alagamentos e prejuízos.
No início deste mês, a Usina Hidrelétrica de Sobradinho atingiu 100% de sua capacidade, que é de 34,1 bilhões de m³ de água. A última vez que essa marca foi alcançada foi há 13 anos, em 2009.
Nas últimas semanas, a vazão de defluência – que é a quantidade de água liberada – estava sendo diminuída, por causa da escassez de chuva. Agora, ela será aumentada gradativamente de 1.500 m³ por segundo para 2.300 m³ por segundo.
A medida foi adotada pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) e pode afetar a população ribeirinha que vive na região, por isso, é importante que os moradores estejam atentos à possibilidade de precisar deixar imóveis, para evitar alagamentos e prejuízos.
No início deste mês, a Usina Hidrelétrica de Sobradinho atingiu 100% de sua capacidade, que é de 34,1 bilhões de m³ de água. A última vez que essa marca foi alcançada foi há 13 anos, em 2009.
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